Fotos e Facebook: a vida 'comum' do tataraneto de Dom Pedro 1º

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Fotos e Facebook: a vida 'comum' do tataraneto de Dom Pedro 1º

Dom João de Orleans e Bragança carrega o sobrenome mais tradicional do Brasil. O "príncipe", como é conhecido, é herdeiro direto da família imperial brasileira.

O império foi fundado menos de duas décadas após a chegada da família real portuguesa ao Rio em 1808, fugindo de Napoleão na Europa.

Em uma cidade de 100 mil pessoas, desembarcaram no Rio 30 mil, diz Dom João. A instalação da Corte requereu que 10 mil deixassem suas casas para dar lugar aos recém-chegados.

Álbum de família

Image caption Dom João hoje vive em uma casa de sua família em Paraty
Image caption Na residência, há um raro retrato de Dom Pedro 2º ainda jovem

Na casa da família Orleans e Bragança, em Paraty, retratos de seus antepassados mostram uma curiosa mistura de personagens com semblantes e roupas europeus com paisagens tropicais.

Há um retrato de Dom Pedro 2º, "uma das raras pinturas dele jovem com a barba preta". E outros, de Dom Pedro 1º, e as filhas de D. Pedro 2º, Leopoldina e Isabel.

Image caption Princesa Isabel (esq.) foi bisavó de Dom João

A exemplo do triavô, Dom João é apaixonado por fotografia. "Comecei a fotografar viajando pelo Brasil, conhecendo as comunidades, tribos indígenas do Norte ao Sul. E queria gravar o conhecimento deles, e o que eu estava aprendendo com eles."

A monarquia perdeu o poder no país em 1889, com a proclamação da República. Mas para Dom João, a questão do poder é outra.

Image caption Dom João com o índio Marcelo Kamaiurá em seu colo
Image caption Dom João e Marcelo em um reencontro mais de 40 anos depois

"Eu acho que o poder que tenho hoje é o poder das minhas ideias, do que eu falo do que eu escrevo, e eu estou muito contente dessa forma."

Essa reportagem faz parte da série Hidden Rio - Rio Escondido, produzida pela BBC Brasil em inglês para o BBC World Service, que revela alguns dos extraordinários e menos conhecidos aspectos da cidade-sede dos Jogos 2016.

Videorreportagem e edição: Gibby Zobel, do Rio de Janeiro

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