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Polícia Federal cumpre mandados judiciais no Senado em ação que apurava tentativas de atrapalhar Lava Jato Direito de imagem José Cruz/Agência Brasil

A operação Lava Jato, que prendeu políticos, executivos e donos de empreiteiras, completará três anos na próxima sexta-feira.

Deflagrada no dia 17 de março de 2014 com a apreensão de joias e carros de luxo, além de 28 mandados de prisão, a operação estava restrita à época à ação ilegal de doleiros e visava desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro - o nome "Lava Jato" era uma alusão à rede de postos de gasolina e lavanderias usados para movimentar fundos.

Mas o escopo logo se expandiu. Segundo os investigadores, o esquema de corrupção superfaturou obras de grande porte do governo federal, como plataformas da Petrobras, e reverteu propina a políticos. Em janeiro deste ano, a Polícia Federal já contabilizava R$ 2,4 bilhões em bens bloqueados ou apreendidos e R$ 745,1 milhões repatriados.

Atualmente, a Lava Jato bate na porta de ministros do presidente Michel Temer, que também é citado em delação - todos negam irregularidades. A Procuradoria-Geral da República apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) 20 denúncias de políticos com foro privilegiado e uma nova bateria de pedidos de inquérito contra políticos deverá ser divulgada nos próximos dias.

A empreiteira Odebrecht negociou a delação de 78 de executivos e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou em dezembro que a construtora pagou US$ 1 bilhão em propinas em 12 países. Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo, está preso desde junho de 2014.

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