Fachin afasta Aécio Neves, mas rejeita pedido de prisão de senador

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Image caption Operações da PF cumprem mandados em residências de Aécio

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato, determinou, na manhã desta quinta-feira, o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do Senado e proibiu o tucano de deixar o país, atendendo a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

A PGR pediu também a prisão do senador, mas o ministro rejeitou a medida.

Segundo relato do jornal O Globo, Aécio Neves teria sido gravado pelo dono da JBS, Joesley Batista, pedindo R$ 2 milhões, que seriam destinados a pagar despesas com sua defesa na Lava Jato. Em outro trecho da delação, Joesley diz, segundo o jornal, que pagou a Aécio propina de cerca de R$ 60 milhões no período das eleições de 2014.

Além de Aécio, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) também foi afastado do mandato pelo STF. Rocha Loures teria sido filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil de suposta propina paga por um emissário de Batista.

Prisão de irmã

Ainda nesta quinta-feira, a irmã de Aécio, Andrea Neves, foi presa pela Polícia Federal (PF) em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela chegou escoltada por dois agentes numa caminhonete à Superintendência da PF em BH. E o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, em Nova Lima, na mesma cidade.

Desde às 5h30, a PF e o Ministério Público Federal cumprem mandados de busca e apreensão nas residências do senador. Há ações em três capitais brasileiras. Os policiais se dirigiram para endereços do senador no Lago Sul, em Brasília; no bairro Anchieta, em Belo Horizonte; e em Ipanema, no Rio, além de seu gabinete no Congresso Nacional, em Brasília.

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Image caption Policiais cumprem mandados de busca em endereços em Brasília

Também há mandados de busca no gabinete de Loures e do senador Zezé Perrela (PSDB-MG), cuja empresa foi citada na delação como destino final do dinheiro pedido por Aécio Neves.

São ainda cumpridos mandados nos apartamentos de Andrea Neves, em Copacabana, no Rio; e de Altair Alves, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha, localizada na Tijuca, também no Rio.

A ação teve autorização do STF e da Procuradoria-Geral da União (PGR). Ainda não há informações sobre onde o senador se encontra.

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