A aposta dos yanomami no turismo para afastar ameaça de garimpo e ganhar autonomia
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A aposta dos yanomami no turismo para afastar ameaça de garimpo e ganhar autonomia

O Parque Nacional do Pico da Neblina, na divisa do Brasil com a Venezuela, está fechado a visitantes desde 2013, quando o turismo desordenado ameaçava gerar conflitos na região.

Chamado pelos yanomami de Yaripo, o ponto mais alto do Brasil deve ser reaberto à visitação do público nos próximos meses. Agora a atividade será gerida pelas próprias comunidades, e não mais por agências de turismo, modelo que estava gerando tensões nas aldeias.

Vários yanomami - inclusive os que acompanharam os pesquisadores da USP na recente expedição científica na região - foram treinados nos últimos quatro anos para receber os turistas, em iniciativa apoiada pelo ISA, Funai, Exército e ICMBio.

A população da comunidade yanomami tem crescido, a caça tem ficado mais escassa e os indígenas dependem mais de trocas com o mundo exterior.

Por isso, muitos apostam no turismo como nova forma de sustento e de conquistar mais autonomia – e de afastar o apelo e perigo constante do garimpo.