Ovo da coleção de Charles Darwin é redescoberto

O ovo da coleção Beagle
Image caption O ovo da coleção Beagle foi encontrado por voluntária em museu

Um ovo coletado pelo criador da teoria da evolução, Charles Darwin, durante sua viagem a bordo do navio HMS Beagle, foi redescoberto na Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.

O pequeno ovo marrom escuro, com o nome de Darwin escrito, foi encontrado por uma voluntária aposentada no museu de zoologia da universidade.

O ovo possuía uma grande rachadura, causada depois que o famoso naturalista colocou-o em uma caixa muito pequena para ele.

Também é o único ovo conhecido da coleção Beagle de Darwin. Até então acreditava-se que havia uma dúzia ou mais.

O ovo foi redescoberto em fevereiro pela voluntária Liz Wetton, que passa uma vez por semana catalogando a coleção do museu.

"Foi emocionante. Depois de trabalhar na coleção de ovos por 10 anos, foi um acontecimento extraordinário", disse ela.

Foi o gerente da coleção, Mathew Lowe, quem primeiro se deu conta da importância do ovo.

"Há tantos tesouros históricos na coleção que a Liz não percebeu que se tratava de uma nova descoberta", disse Lowe à BBC News.

"Redescobrir um ovo da coleção Beagle no aniversário de 200 anos do nascimento de Darwin já é especial. Mas ter a evidência de que o próprio Darwin o quebrou é uma notícia maravilhosa", afirmou.

Origem

O curador de ornitologia do museu, Mike Brooke, traçou a origem do ovo nas anotações de Alfred Newton, um amigo de Darwin e professor de zoologia no final do século 19.

"Um ovo, recebido de Frank Darwin, foi enviado a mim por seu pai (Charles Darwin), que disse o ter coletado em Maldonado, no Uruguai, e que pertencia a um tipo de Tinamídeo comum, natural da região", escreveu Newton.

"O grande homem colocou-o em uma caixa muito pequena, e por isso seu estado (rachado)."

Darwin mesmo se enganou ao achar primeiramente que o pássaro era uma perdiz. E em suas anotações de 1833, ele escreveu que a ave tinha um "canto alto e insistente" e que sua carne era "mais branca" depois de cozida.

O diretor do museu, o professor Michael Akam, disse que "este achado mostra o quão importante é o trabalho dos leais voluntários para o museu".

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