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Atualizado às: 26 de novembro, 2004 - 14h01 GMT (12h01 Brasília)
 
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Países precisam de mais 4 milhões de profissionais da saúde
 
Família africana
A falta de profissionais da saúde é preocupante em partes da África
Cerca de 4 milhões de profissionais da saúde serão necessários para melhorar a situação da saúde mundial na próxima década, segundo o Joint Learning Initiative, associação que inclui a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O grupo disse que a falta de investimento está limitando as chances de combater doenças em todo o mundo.

De acordo com um estudo feito pela associação, a África Sub-Saariana precisa de 1 milhão de profissionais para lutar contra doenças como a Aids, a malária e a tuberculose.

A situação de países pobres e com problemas políticos é complicada, fazendo com que um reforço internacional seja essencial, segundo o relatório publicado pela revista médica The Lancet.

Resultados

A estimativa é de que mais de 100 milhões de pessoas trabalhem como profissionais da saúde no mundo todo, das quais 24 milhões são médicos, enfermeiras e parteiras. O restante seria de trabalhadores voluntários.

O relatório mostra que há mais médicos do Malauí na cidade de Manchester, na Inglaterra, do que no próprio país e que 550 dos 600 médicos formados na Zâmbia desde a independência do país foram trabalhar em outros países.

A África Sub-Saariana tem 10% dos médicos e enfermeiras que existem na Europa para cuidar de sua população, segundo o relatório. E a Itália tem 50 vezes mais profissionais de saúde por cidadão do que a Etiópia.

Lincoln Chen, da Universidade de Harvard e co-autor do documento, diz que os países precisam criar estratégias contando com a ajuda da comunidade internacional.

"Praticamente todos os países têm esse problema de falta de profissionais, ambiente ruim de trabalho e falta de conhecimento. Não se pode ignorar a importância desse pedido de ajuda", diz ele. "O que fazemos - ou deixamos de fazer - moldará a saúde global por todo o século 21."

O relatório também alerta que a falta de profissionais faz com que o benefício de novos tratamentos e vacinas corram o risco de não serem utilizados.

Treinamento

Tim Evans, diretor-assistente da OMS e que também participou do relatório, disse que a comunidade internacional e o governo de cada país precisam pensar no problema.

"Grande parte da morte de crianças poderia ser prevenida com tratamentos e medicamentos que já existem, mas isso não acontece porque não temos a quantidade de profissionais necessários para isso."

Damian Personnaz, um porta-voz da Unicef, também concorda que todo o mundo precisa desesperadamente de mais profissionais.

"Não é só uma questão de números. Também é necessário haver uma maior consciência, comunicação e treinamento. Populações locais podem ser treinadas para providenciar alguns tratamentos médicos", disse ele.

 
 
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