Obras de arte dos Bric vão à leilão em Londres

Galeria de fotos: Arte dos Bric

  • Bicho, de Lygia Clark. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    Obras de artistas dos Bric estão indo a leilão em Londres. A casa Phillips de Pury estima que o quadro "Bicho" (1960), da brasileira Lygia Clark, pode sair por até R$ 600 mil.
  • Limite-Lumificaças, de Hélio Oiticica. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    Já esta obra do brasileiro Hélio Oiticica, "Limite-Lumificaças" (1958), está estimada em até 80 mil libras (cerca de R$ 215 mil).
  • Obra de Os Gêmeos. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    Esta obra de 2008 do duo brasileiro Os Gêmeos (Otavio and Gustavo Pandolfo) chama-se "Mauria, Esmeraldo, Pomela, Nascimento, Valdelios e Amildala".
  • Obra de Yue MinJun. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    A obra de artistas chineses como Yue MinJun também vai a leilão. "99 Idol Series No. 73" (1996) está estimada em 50 mil libras (ou R$ 135 mil).
  • Obra de Alexander Kosolapov. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    "Russian Revolutionary Porcelain" (1989-1990), de Alexander Kosolapov, é um dos trabalhos russos da exposição.
  • Obra de Jitish Kallat. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    Artistas indianos badalados como Jitish Kallat são destaque no leilão, com obras como esta, sem nome, de 2007.
  • Obra de Beatriz Milhazes. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    Outros brasileiros também aparecem no leilão, que será na galeria Saatchi. Esta obra de Beatriz Milhazes chama-se "O Sábado" (2000).
  • Obra de José Zanine Caldas. Foto: cortesia de Phillips de Pury & Company
    José Zanine Caldas é outro artista brasileiro com obra no leilão.

Obras de arte contemporânea de Brasil, Rússia, Índia e China, que formam o grupo de países emergentes conhecido como Bric, serão leiloadas a partir desta sexta-feira em uma das mais famosas galerias de arte de Londres, a Saatchi Gallery.

Nos últimos anos, os Brics – termo que foi cunhado em 2001 pelo economista Jim O'Neill pelo banco de investimentos Goldman Sachs – vêm ganhando destaque pela sua crescente importância no panorama político, econômico e diplomático internacional. Na semana passada, os líderes dos quatro países reuniram-se em Brasília para o segundo encontro de cúpula do grupo.

No entanto, é pouco comum ver os Brics agrupados em um evento como um leilão de arte contemporânea. Mais de 450 obras dos quatro países serão leiloadas pela casa Phillips de Pury.

Entre as obras brasileiras leiloadas estão Mauria, Esmeraldo, Pomela, Nascimento, Valdelios e Amildala, dos gêmeos Otavio e Gustavo Pandolfo (que assinam como Os Gêmeos), Bicho, de Lygia Clark, e uma obra sem título de Hélio Oiticica.

A expectativa da casa é de que a obra de Lygia Clark venha a ser arrematada por até 220 mil libras (quase R$ 600 mil). A obra de Hélio Oiticica está estimada em até 80 mil libras (cerca de R$ 215 mil).

Há trabalhos também dos russos Erik Bulatov, Alexander Kosolapov e Grisha Bruskin, dos indianos Subodh Gupta e Jitish Kallat, e dos chineses Zhang Xiaogang, Wang Guangyi e Xiang Jing.

A casa de leilões Phillips de Pury, que pertence a empresários russos, acredita que há grande interesse no mundo da arte pela produção artística nesses países.

É o caso de obras de artistas badalados como o indiano Sunodh Gupta ou o chinês Ai Weiwei, que ajudou a projetar o Estádio Ninho de Pássaro, usado nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Além da obra de artistas renomados, outras estão sendo leiloadas como apostas da Phillips de Pury, e devem sair por apenas alguns milhares de libras.

O especialista em arte asiática da casa de leilão, Chin Chin Yap, afirma que as obras são interessantes pelo seu valor artístico, e não estão sendo produzidas especialmente para agradar colecionadores ricos da Europa e dos Estados Unidos.

"Os artistas definitivamente têm alguma orientação comercial, mas eu não acho que seja voltada especificamente para colecionadores ocidentais", afirma o especialista.

"Se ela é orientada para qualquer coisa, provavelmente é para colecionadores asiáticos, porque eles são os que têm poder de compra real hoje em dia e provavelmente das obras mais badaladas acabarão nas mãos de colecionadores asiáticos. É isso que eu acho que acontecerá no leilão."

O leilão das obras dos Bric será realizado na galeria Saatchi, em Londres, na sexta-feira e no sábado.

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