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28 de agosto, 2000 Publicado às 19h30 GMT


De Olho no Mundo
Co-produção BBC - Rádio Eldorado de SP
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_____________________________________________ Malan: "Inflação ainda vai ficar dentro das metas"
O Ministro Pedro Malan
Ministro garante inflação de 4% em 2001

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse que apesar de a inflação brasileira ficar acima dos 6% este ano, ela não estará fora da meta estabelecida pelo governo.

Em entrevista exclusiva ao programa De Olho no Mundo, o ministro explicou que o sistema de meta inflacionária é uma estimativa. A taxa é anunciada com três anos de antecedência.

Segundo ele, a estimativa para o ano passado era de 8% e o índice de preços ao consumidor ficou entre 8,3% e 8,9% - portanto, a meta foi cumprida.

A meta é um número e um intervalo que fica entre + 2 e -2. O ministro atribui essa variação ao fato de o índice de inflação no Brasil não incluir critérios de volatilidade, que prevêem gastos com enchentes, geadas e outros eventos.

Evolução

Segundo Pedro Malan, é um progresso no Brasil discutir hoje qual é o número que vem depois da vírgula ao se falar do índice de inflação.

Há 7 anos, a discussão era se ela seria 2 mil ou 3 mil por cento. Para ele, o importante é a tendência da inflação, que é de baixa.

"A previsão para o ano que vem é de 4% e será cumprida", garante o ministro.

A tendência de juros também tem sido de baixa, e o governo vai manter a cautela, estabilizando os juros em 16,50%, enquanto observa o comportamento da inflação.

Reforma Tributária

O ministro Pedro Malan admite que o crescimento econômico - que deve ficar em 4,5% no triênio 2000/02 - está condicionado às reformas estruturais, inclusive a tributária.

"A reforma não saiu ainda", diz o ministro, "por divergências sobre a criação de um imposto nacional para substituir o ICMS dos Estados e a tentativa de partidos da oposição de colocar detalhes de administração tributária na Constituição" Para Malan, "isso não se faz em país nenhum do mundo".

O Ministro da Fazenda admite que a distribuição de renda no país é das piores do mundo, mas diz que não se pode resolver isso na vigência de um mandato presidencial.

"Tivemos 300 anos de submissão à Coroa Portuguesa, uma tradição centralizadora em que muitas coisas dependiam da magnanimidade d'El Rey. Isso tem algumas implicações", explicou o ministro.

A hiperinflação, para ele, é um mecanismo altamente concentrador de renda, o pior imposto que se pode incidir sobre o pobre.

Pedro Malan disse que o Real ajudou a reduzir o número de pobres no Brasil, mas não se resolve rápido esse problema.

Moeda única

O ministro também comentou os planos para uma maior integração econômica do Mercosul.

"Não se pode fixar data para que tenhamos uma moeda única no âmbito do Mercosul. Mas ajuda na luta que tenhamos uma convergência em torno de certos princípios básicos", disse Malan.

O ministro deu exemplos desses princípios: "manter a inflação com responsabilidade fiscal, respeito à restrição orçamentária e os limites da dívida em relação com o PIB".

Até março do ano que vem, o Mercosul já deve estar anunciando compromissos comuns na área fiscal, como os países europeus fizeram no Tratado de Maastrich, que estabeleceram um cronograma de convergência para esses valores.

"Não sou candidato"

Por fim, Ministro Pedro Malan também voltou a negar que é candidato à sucessão do presidente FHC.

Ele disse que assegurou isso ao presidente, explicando que uma postulação depende de vocação, paixão, ambição, sentido de predestinação, filiação partidária.

Mas ele espera um sentido de continuidade no país. Não de política, pois as oposições devem ter o direto de apresentar suas próprias propostas.

 

 

Arquivo em áudio
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Malan
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