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30 de agosto, 2000 Publicado às 10h45 GMT

De Olho no Mundo
Co-produção BBC/Rádio Eldorado de SP
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FIFA estuda Copa do Mundo a cada 3 anos
Joseph Blatter
O presidente da FIFA, Joseph Blatter, estuda
um novo sistema para a Copa do Mundo

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse em entrevista ao De Olho No Mundo que a comissão da entidade, que está tentando formular um sistema de rodízio para escolher o país que vai sediar a Copa do Mundo, pode mudar a periodicidade da Copa de 4 em 4 anos para de 3 em 3.

Com isso, não levaria 24 anos para o Mundial ser realizado por um país de cada continente.

A decisão de modificar o sistema de escolha do país-sede foi tomada depois da polêmica envolvendo a Copa de 2006.

A África do Sul era apontada como favorita, mas a Alemanha é que acabou recebendo o voto da maioria dos representantes de confederações internacionais de futebol.

Corrupção

Joseph Blatter nega especulações da imprensa de que teria havido corrupção e ameaças para que alguns delegados mudassem o voto: "O comitê executivo votou numa eleição democrática, conforme o regulamento da FIFA e as leis suíças", disse Blatter.

O presidente da FIFA não acredita que divergências no futebol brasileiro - especialmente envolvendo o Gama de Brasília, que foi à justiça para não ser relegado, contrariando regulamento da CBF - prejudiquem as chances de o Brasil sediar uma Copa.

"O que quer que aconteça com uma associação nacional, desde que ela permaneça como um bom membro da família internacional, não prejudica as chances de o Brasil organizar uma Copa do Mundo", afirmou Joseph Blatter.

O presidente da FIFA disse que não é a favor da criação de uma superliga de times poderosos, deixando os times pequenos disputando campeonatos sem importância.

Ele reconhece que na Europa também existe uma movimentação nesse sentido, mas acha que a CBF deveria trabalhar contra iniciativas para a criação de uma liga independente: "Para isso pode pedir ajuda da FIFA", disse Blatter.

Para o presidente do órgão máximo do futebol internacional, o esporte não pode fazer os ricos mais ricos e os pobres mais pobres.

Lei Pelé

Joseph Blatter não comenta a Lei Pelé. Ele considera essa uma questão interna do futebol brasileiro, mas acha óbvio que o futebol profissional tenha que ser organizado como empresa: "Senão não dá certo".

Segundo o presidente da FIFA, clubes profissionais devem ser administrados como qualquer empresa comercial e as autoridades de cada país devem controlar a contabilidade dos clubes: "É o caso, por exemplo, na França, onde as autoridades que implementam legislação esportiva controlam o bom gerenciamento. Se não tem bom gerenciamento, o time é relegado pra segunda divisão".

Sobre Pelé, o presidente da FIFA disse que tem uma relação maravilhosa com o ex-craque, pois ambos foram jogadores de futebol.

Jogadores-cartolas

Joseph Blatter conta que quando começou seu mandato à frente da FIFA, queria criar um comitê chamado de Comitê de Futebol, e convidou gente que joga: "Costuma-se falar em futebol a nível de presidentes de confederações, mas nunca se ouve gente em campo".

É por isso que ele convidou jogadores como Pelé, Beckenbauer, Platini, Cruyff e Bobby Charlton e alguns técnicos e árbitros: "Pelé está desempenhando um papel maravilhoso nesse grupo".

O presidente da FIFA tem feito campanha aberta para trazer a Copa para a África.

Ele diz que todo mundo prega solidariedade, especialmente na Europa. Ele acha que é necessário por isso em prática: "A África está dando tanto ao futebol internacional. Os jogadores africanos estão jogando nos melhores times da Europa, das Américas e da Ásia".

Joseph Blatter diz ainda que os times africanos também jogaram bem nas Copas, e cita as seleções da República dos Camarões, da Nigéria, Marrocos, Argélia, etc.

"É justo recompensar a África com uma Copa do Mundo. Não se pode ficar dando esperança o tempo todo. Um dia a esperança tem que se materializar", concluiu o presidente da FIFA.

 

 

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