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Os candidatos:
Vladimir Putin, de espião a presidente


O presidente interino da Rússia, Vladimir Putin, durante campanha

Vladimir Putin, de 47 anos, foi o sucessor escolhido pelo ex-presidente Boris Yeltsin - e as pesquisas de opinião pública indicam que ele deverá ser eleito presidente.

Até sua nomeação para o cargo de primeiro-ministro, em agosto, Putin era uma figura praticamente desconhecida, que passou a maior parte de sua carreira trabalhando para o serviço secreto soviético, a KGB, inclusive como espião na Alemanha.

Mas, segundo seu antecessor no cargo de primeiro-ministro, Sergey Stepashin, Vladimir Putin é um homem "decente e honesto".

A boa reputação de Putin é endossada por alguns dos liberais mais conhecidos da Rússia.

Após o colapso do comunismo, em 1991, ele trabalhou com o prefeito de São Petersburgo, Anatoli Sobchak.

Quando Sobchak perdeu o poder, em 1996, foi um outro liberal, o vice-primeiro-ministro Anatoli Chubais, que recomendou que Putin fosse empregado no governo de Boris Yeltsin.

Putin ocupava o cargo de vice-chefe da Casa Civil, quando, em 1998, foi nomeado para a chefia de um dos novos serviços de segurança da Rússia, o FSB.

Em março de 1999, ele se tornou também secretário do poderoso Conselho de Segurança da Rússia.

Nunca foi eleito

Quais seriam as qualidades que convenceram Boris Yeltsin de que Vladimir Putin seria o homem certo para preservar e levar adiante o seu legado como presidente?

Putin não é conhecido como um orador carismático e nunca foi eleito para cargo algum.

Mas é tido como um homem duro e desenvolto.

Putin mostra a sua identidade

É considerado um bom líder, mas ainda é cedo para saber se ele será capaz de lidar com os enormes problemas econômicos e sociais da Rússia.

Durante os quatro meses em que ocupou o cargo de primeiro-ministro e os menos de três em que ocupou interinamente a presidência, ele teve sorte, já que o grande aumento no preço do petróleo ajudou a aliviar a constante falta de moeda forte na Rússia.

Mas foi principalmente a sua ação decisiva na Chechênia que fez com que ganhasse autoridade dentro da Rússia.

Linha dura

Depois de uma série de atentados a bomba, que mataram centenas de pessoas em Moscou e outras cidades do país, os eleitores russos queriam que o governo adotasse uma linha dura contra os militantes da Chechênia e da República do Daguestão.

E foi exatamente o que Vladimir Putin fez.

No dia primeiro de outubro, tropas russas cruzaram a fronteira com a Chechênia com a intenção de acabar com os militantes.

Logo depois, pesquisas de opinião mostraram que houve um grande aumento na popularidade do primeiro-ministro.

Nas eleições parlamentares, realizadas em dezembro, o Partido da Unidade, criado pelo Kremlin e apoiado por Vladimir Putin, obteve uma votação expressiva.

Segundo as pesquisas de opinião, essa votação expressiva deve se reproduzir no dia 26.

 

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