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Atualizado às: 24 de junho, 2006 - 23h46 GMT (20h46 Brasília)
 
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Coluna do Raí: 'Brasil mostrou que tem reservas para serem usados'
 

 
 
As oitavas-de-final já começaram com a Alemanha mostrando bastante superioridade em relação à Suécia. É uma equipe que continua muito consistente, mostrando muita força e movimentação tática, além de ter os jogadores em forma, como é o caso do atacante Klose.

Michael Ballack, que é o grande jogador da equipe, começou a Copa machucado, mas vem subindo em produção.

Ao vencer o México, a equipe da Argentina se classificou para jogar as quartas-de-final contra a Alemanha, no primeiro grande duelo do torneio, que, aliás, não tem sido de muitas surpresas nem "zebras".

As duas equipes são candidatíssimas a serem campeãs do mundo. Será um jogo cercado de bastante emoção e muito equilibrado. Geralmente, nesses grandes encontros, quem passa ganha moral para ir até o final da Copa.

Contra Gana, Robinho

Na vitória sobre o Japão, por 4 a 1, o Brasil exibiu bastante força e o mais importante: mostrou que tem muitas opções no banco de reservas para serem usadas.

Contra Gana, a seleção deve entrar com Robinho, que junto com Juninho Pernambucano e Cicinho, foi um dos que se destacaram na partida contra o Japão.

Isso representa uma grande modificação. O ataque com Ronaldo e Adriano não estava funcionando. Com a presença do Robinho, o Brasil terá mais mobilidade no ataque.

Ele tem facilidade de cair tanto para o lado esquerdo quanto o direito, além de encostar mais em Kaká e em Ronaldinho, ou até em Ronaldo à frente.

Mas para que Ronaldo tenha companhia na entrada da grande área, Kaká ou Ronaldinho terão que estar mais presentes, principalmente quando a bola estiver na linha de fundo. Eles terão que se revezar para ser o segundo atacante.

Imprevisível

A equipe de Gana é perigosa, porque é imprevisível. Como toda seleção africana, eles têm muita força física e velocidade.

Alguns dos jogadores são bastante experientes, como é o caso de Michael Essien, que atua no Chelsea - um marcador implacável.

O Brasil estaria mais tranqüilo se o adversário fosse, por exemplo, a República Tcheca, porque é uma equipe previsível em seu esquema tático. Gana não é assim: os jogadores se movimentam bastante, trocam de posição e tentam jogadas individuais, o que tem sido raro na Copa.

O Brasil vai passar, não com tanta dificuldade como a Argentina teve contra o México, mas com um jogo que não será nada fácil.

* Raí é colunista da Rádio CBN e escreve para a BBC Brasil durante a Copa do Mundo.

 
 
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