Caçadores promovem matança de burros na África para uso em medicina tradicional chinesa
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Caçadores promovem matança de burros na África para uso em medicina tradicional chinesa

Nas áreas rurais da África, os burros carregam pessoas e mercadorias.

Mas agora esses animais estão sendo abatidos ilegalmente e esfolados.

Como o chifre do rinoceronte, o couro dos burros é usado na medicina tradicional chinesa.

Por causa da alta demanda, o preço do couro aumentou e o abate, também, ameaçando a sobrevivência de comunidades pobres, que dependem dos burros para seu sustento.

"Perdi cinco burros (para gangues) e se eu perder mais um, não vou poder alimentar minha família", diz Lucky Montsho, proprietário de burros.

Recentemente, toneladas de couro foram achadas em um contêiner em uma fazenda perto de Johanesburgo, na África do Sul.

"O comércio é imenso. Não se restringe apenas à África do Sul, mas engloba os países vizinhos: Quênia, Tanzânia e Somália", conta Ashley Ness, investigadora da Highveld Horse Care Unit, centro de tratamento de equinos sediado na África do Sul.

Por causa do desequilíbrio entre oferta e demanda, o preço de um burro em Burkina Faso, por exemplo, aumentou de R$ 245 em 2014 para R$ 440.

O couro é fervido para produzir gelatina, um ingrediente-chave na preparação de um medicamento conhecido como ejiao, que pode atingir até o equivalente a R$ 5 mil o quilo.

Segundo a medicina tradicional chinesa, o remédio é usado como um “tônico para o sangue”, tratando desde anemia até forte menstruação, passando por tosse seca.

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