O dia a dia de um cientista que estuda o derretimento do gelo sobre a Groenlândia
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O dia a dia de um cientista que estuda o derretimento do gelo sobre a Groenlândia

Uma equipe de cientistas está acampada na Groenlândia para estudar o derretimento do gelo no local, por causa da preocupação de que seu ritmo estaria mais acelerado do que o esperado e das possíveis consequências disso - como uma elevação do nível dos oceanos.

Pesquisadores como Joseph Cook, que recebeu a BBC durante sua oitava expedição ao local, dizem que o aquecimento global está levando ao desenvolvimento de algas que escurecem a superfície do gelo na Groenlândia.

Gelo escuro absorve mais radiação solar do que gelo branco, por isso aquece e derrete mais rapidamente.

As algas foram inicialmente observadas na camada de gelo da Groenlândia há mais de um século, mas até recentemente o seu potencial impacto estava sendo ignorado.

Atualmente, a camada de gelo da Groenlândia está contribuindo com 1 milímetro por ano no aumento médio do nível do oceano no mundo.

Cook faz parte de um projeto britânico de cinco anos que investiga diferentes espécies de algas e como elas se dispersam.

Segundo o estudo, no pior cenário, pode haver um aumento de 98 centímetros no oceano até o final da década.

“Quando dizemos que a camada de gelo está derretendo mais rápido, ninguém está dizendo que tudo vai derreter na próxima década ou nos próximos 100 anos ou mesmo nos próximos 1000 anos”, comenta Cook.

“Mas nem tudo precisa derreter para que mais pessoas estejam em perigo. Apenas uma pequena quantidade precisa derreter para ameaçar milhões de comunidades na zona costeira no mundo”, acrescenta.

A Groenlândia tem a maior camada de gelo do hemisfério norte, cobrindo uma área de 1,7 milhões de quilômetros quadrados e até três quilômetros de espessura.

Se toda essa camada de gelo derretesse, o nível do oceano subiria sete metros.

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