O grupo que voluntariamente recolhe corpos da cidade destruída após batalha com Estado Islâmico
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O grupo de voluntários que recolhe corpos da cidade destruída após batalha com Estado Islâmico

Embora a batalha para reconquistar Mossul, no Iraque, tenha terminado há nove meses, ainda há cadáveres espalhados pela cidade. A batalha foi uma gigante operação militar para reconquistar a segunda maior cidade do Iraque das mãos da organização terrorista autointitulada Estado Islâmico.

Mas um grupo de pessoas está voluntariamente recolhendo os corpos dos destroços todos os dias. E não se sabe quantos podem haver no total - as estimativas de mortos vão desde mil até 10 mil.

“Só paramos quando anoitece ou se cansarmos”, diz Sroor al Hosayni, que lidera o grupo de voluntários que tem entre seus membros jovens de 18 anos.

Às vezes, recolhem 20 por dia, ou até mais. Podem recolher mais de 100 por semana.

O grupo recolhe tanto cadáveres de civis, quanto de combatentes do Estado Islâmico. Nos destroços, encontram coletes de homens-bomba, bombas que nunca explodiram, entre outros. Algumas casas destruídas têm em seu interior cerca de 100 cadáveres – e pode demorar duas semanas para “limpá-la”.

“Três dias atrás, removemos cerca de 80 cadáveres”, diz Hosayni, em um dia em que já haviam encontrado dez corpos e ainda, segundo ela, continuariam a trabalhar recolhendo mais.

A maneira que encontraram para registrar os cadáveres encontrados? Tirando fotos ao lado deles.

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