Dias após hipopótamo ser atacado em El Salvador, rinoceronte é morto em zoo francês

Rinoceronte Direito de imagem AP
Image caption Rinoceronte foi brutalmente morto em zoológico francês

Um rinoceronte de quatro anos morreu nesta terça-feira após receber três tiros na cabeça em um zoológico na França.

Esse pode ter sido o primeiro incidente do tipo em toda a Europa.

O ataque ao rinoceronte Vince ocorre menos de duas semanas depois da morte do hipopótamo Gustavito em El Salvador, atacado a facadas e pontapés também dentro de sua jaula no zoológico nacional.

As motivações que levaram Gustavito à morte ainda são desconhecidas. Já a morte de Vince teria sido motivada pelo alto valor comercial de seu chifre.

O rinoceronte do zoológico francês teve um dos chifres arrancado e outro danificado, segundo autoridades locais. Um quilo dessa parte do corpo do animal chega a ser vendida por US$ 60 mil (aproximadamente R$ 180 mil) no mercado asiático.

Tido como "remédio" para doenças e afrodisíaco, o chifre tem valor, em gramas, superior ao do ouro e diamantes. Mais de cem rinocerontes são mortos por mês com esse propósito em áreas selvagens de países africanos.

Direito de imagem PARQUE ZOOLÓGICO NACIONAL DE EL SALVADOR
Image caption Polícia tenta identificar autores da morte de Gustavito, único hipopótamo de El Salvador

Proteção

Os outros dois rinocerontes do zoológico de Thoiry, a 50 quilômetros de Paris, escaparam de um massacre, segundo fontes locais.

Gracie, de 37 anos, e Bruno, de 5, viviam na mesma área que Vince. Os dois últimos chegaram juntos ao espaço em 2015.

Vince nasceu na Holanda. Ele foi um dos 250 rinocerontes nascidos em zoológicos europeus como parte de um bem-sucedido programa de criação em cativeiro.

Rinocerontes brancos como ele estavam ameaçados de extinção no final do século 19, mas viram sua população saltar para cerca de 20 mil animais graças a programas de proteção.

No entanto, a caça furtiva tem aumentado nos últimos anos, assim como a demanda por chifres em mercados como o Vietnã.

A França proibiu o comércio de marfim e chifres no ano passado.

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