Ataque em Londres: tiros e mortes causam pânico em frente ao Parlamento

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Image caption Segundo hospital, há vários feridos em estado grave

A Polícia Metropolitana de Londres informou que cinco pessoas morreram em um "ataque terrorista" realizado nos arredores do Parlamento no início da tarde desta quarta-feira.

Um porta-voz da Scotland Yard disse que entre os mortos estavam uma mulher, um policial que fazia a segurança do Parlamento e o principal suspeito de ter realizado o ataque.

Pelo menos 40 feridos estão sendo tratados em hospitais - vários deles em estado grave. A maioria deles foi atropelada por um carro que dirigia em alta velocidade pela ponte de Westminster em direção ao Parlamento.

Um médico diz que algumas das vítimas têm ferimentos "graves".

O veículo atropelou pelo menos 12 pessoas, entre elas, três policiais que voltavam de uma cerimônia.

O carro bateu contra a grade das cercanias do Parlamento, um homem armado com uma faca saiu do veículo e tentou entrar correndo no Parlamento, um dos principais cartões postais de Londres (é onde fica o Big Ben). Ele esfaqueou um policial e depois foi atingido a tiros pela polícia.

O suspeito e o policial esfaqueado morreram.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que os detalhes do "ataque terrorista doente e imoral" ainda estão surgindo.

Ela confirmou que uma pessoa realizou o ataque e que a classificação de ameaça ao Reino Unido não sairá do "grave". "Nossos pensamentos e orações são dedicadas a todos os afetados", afirmou May.

"Qualquer tentativa de derrotar esses valores através da violência está condenada ao fracasso", continuou a primeira-ministra.

Theresa May afirmou ainda que o Parlamento vai se reunir normalmente e que "os londrinos vão se levantar e fazer suas atividades como um dia normal."

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Image caption Policiais derrubaram suspeito a tiros

A polícia tinha sido chamada por causa do incidente no Parlamento às 14h45 (11h45 em Brasília).

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Image caption Polícia foi chamada às 14h45 locais (11h45 em Brasília) ao Parlamento

O ataque ocorre exatamente um ano após a série de atentados em Bruxelas que deixou 35 mortos e mais de 300 feridos.

Entre as testemunhas do ataque na entrada do Parlamento estava o jornalista e autor Quentin Letts. Ele relatou que "o homem tinha algo nas mãos, parecia uma espécie de bastão".

"Ele foi confrontado por alguns policiais com jaquetas amarelas. Um deles caiu no chão e vimos que o homem de preto movia o braço como se estivesse esfaqueando o policial. Um dos policiais correu para buscar ajuda, que veio rapidamente."

"Quando esse homem corria para a entrada do Parlamento que leva à Câmera dos Comuns, cerca de 15 metros talvez, dois homens à paisana com armas gritaram para ele o que parecia ser uma advertência. Ele ignorou o aviso e eles atiraram nele, duas ou três vezes, até ele cair."

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Image caption Suspeito recebeu tratamento no local; algumas testemunhas sugeriram que duas pessoas estavam envolvidas em ataque

Nick Robinson, apresentador da BBC que se dirigiu ao local após o ataque, disse ter encontrado um grupo de estudantes franceses claramente traumatizados, muitos chorando com o que disseram ter testemunhado. Estudantes com quem ele conversou disseram ter visto um carro avançar na direção de pedestres e também ouvido o som de tiros.

Ele disse que tudo indica que o veículo teria sido usado como uma arma, a exemplo de incidentes recentes na Alemanha e na França, mas que isso ainda não pode ser confirmado.

Outra testemunha que passava em um táxi, o ex-ministro das Relações Exteriores da Polônia Radoslaw Sikorski, disse à BBC ter visto "pelo menos cinco pessoas gravemente feridas".

"Ouvi um barulho que parecia uma colisão. Olhei pela janela e vi alguém no chão, que parecia ferido, depois vi outra pessoa caída. Aí comecei a filmar. Foi quando vi mais três pessoas no chão, uma delas perdendo muito sangue. O que vi foi um incidente envolvendo pelo menos cinco pessoas gravemente feridas."

Imagens de TV mostraram um carro com a frente danificada sobre a calçada próximo de uma grade de proteção ao lado do Big Ben.

A polícia fez um apelo para que as pessoas permanecessem "calmas, alertas e vigilantes". Poucas horas depois do ataque, a hashtag #PrayForLondon - que significa "reze por Londres" - se tornou uma das populares no Twitter, inclusive no Brasil.

Image caption Imagens aéreas mostram movimentação de policais e ambulâncias ao redor de praça em frente ao Parlamento

A área teve a segurança reforçada desde os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e os atentados ao sistema de transporte de Londres, em 2005.

Testemunhas disseram ter ouvido quatro disparos. A primeira-ministra do país, Theresa May, se encontrava no Parlamento na hora do incidente.

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Image caption TV mostrou imagens de bloqueios de tráfego ao redor do Parlamento

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