Ao menos 154 morrem e 200 desaparecem após deslizamento de terra no sul da Colômbia

Soldado carrega menina durante operação de resgate Direito de imagem Exército da Colômbia
Image caption Ao menos 154 pessoas morrem em deslizamento na Colômbia

Por volta da meia-noite desta sexta-feira, as chuvas fizeram transbordar três rios, causando uma avalanche na cidade de Mocoa, em Putumayo, no sul da Colômbia.

De acordo com o último relatório do governo colombiano, há pelo menos 154 pessoas mortas, 170 feridas e 200 desaparecidas no município de cerca de 45 mil habitantes.

A água e lama levaram arrastaram algumas casas, postes de energia, carros e árvores. Ao menos 17 bairros estão sem energia elétrica.

Vias de acesso a Mocoa foram bloqueadas pela avalanche. Os transbordamentos ocorreram em Mocoa, Mulato e Sangoyaco.

Além da Cruz Vermelha, o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e outras agências de resgate trabalham na região.

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Image caption Segundo o governo colombiano, 17 bairros foram afetados pelo mar de lama

"Com dor, lamento a morte de compatriotas em uma avalanche na noite passada em Mocoa, Putumayo", ele escreveu em sua conta no Twitter o presidente Juan Manuel Santos.

"Nossas orações para as vítimas e afetados", disse o presidente.

Santos viaja para Mocoa

Neste sábado, o presidente cancelou sua agenda oficial para viajar ao local do desastre ao lado do ministro da Defesa Luis Carlos Villegas, o ministro da Saúde, Alejandro Gaviria, o ministro do Meio Ambiente, Gilberto Murillo, e outros funcionários.

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Image caption Além da Cruz Vermelha, o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e outras agências de resgate trabalham na região

Santos anunciou que vai declarar estado de calamidade na cidade de Mocoa.

De acordo com as medições feitas pelo governo, apenas na noite de sexta-feira caiu 30% da chuva que esperada para todo o mês.

O Corpo de Bombeiros informou que há 86 equipes de resgate em Mocoa. Também operam no local tropas da 27ª Brigada Selva do Exército, apoiada por dois helicópteros.

Ele também foi deslocada a Unidade Nacional de Gestão do Risco de Desastres, que enviou alimentos, banheiros, kits de alimentos, cobertores e colchões, além de cisternas para fornecer água potável.

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