Egito descobre restos de pirâmide construída há cerca de 3,7 mil anos

Escavações de ruínas Direito de imagem EPA
Image caption As primeiras escavações descobriram a estrutura de um corredor.

Ruínas de uma pirâmide construída há 3,7 mil anos foram descobertas no Egito, informou o Ministério de Antiguidades do país. Até o momento, entre as estruturas encontradas na necrópole real (cemitério de civilizações antigas) de Dahshur, ao sul do Cairo, estão um corredor e um bloco com dez linhas de hieróglifos.

O ministério divulgou imagens da construção que aparece em bom estado de preservação. O trabalho de escavação ainda vem tentando dimensionar o tamanho da pirâmide, que teria sido construída na 13ª dinastia faraônica.

"Todas as partes descobertas da pirâmide estão em boas condições, e mais escavações serão realizadas para se revelar mais partes (da estrutura)", informou o ministério.

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Image caption Um bloco com dez linhas hieróglifos também estão entre as descobertas.

Dahshur é onde o faraó Seneferu, da 4ª dinastia, construiu a primeira pirâmide de paredes lisas do antigo Egito, a Pirâmide Vermelha, de 104 metros de altura, há cerca de 4,6 mil anos.

Ele também ordenou, anteriormente, a construção da Pirâmide Curvada, de 105 metros.

Seneferu foi sucedido por seu filho, Quéops, conhecido por ter ordenado a construção da Grande Pirâmide de Gizé, também conhecida como Pirâmide de Quéops, que tem 138 metros de altura e é a única das chamadas sete maravilhas do mundo antigo que ainda permanece praticamente intacta.

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Image caption A Grande Pirâmide de Gizé foi a edificação mais alta do mundo por 3.500 anos

Mais de 120 pirâmides

Os arqueólogos descobriram até agora 123 pirâmides antigas no Egito, disse Zahi Hawass, ex-diretor do Conselho Supremo de Antiguidades, à agência AFP.

Hawass confirmou que as ruínas encontradas no sul do Cairo parecem indicar que o monumento pertencia a "uma rainha enterrada próxima a seu marido ou filho".

"Esperamos encontrar alguma inscrição que revele a identidade do dono da pirâmide. Encontrar o nome de uma rainha desconhecida até agora serviria para completar a história", ressaltou o especialista.

As novas pesquisas são parte da chamada Operação ScanPyramids, que emprega equipamentos de escaneamento para localizar estruturas e cavidades ocultas.