Aos 39, Macron é o líder francês mais novo desde Napoleão; conheça os líderes mais jovens ainda no poder

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Image caption Emmanuel Macron é o mais jovem presidente da história da França

Aos 39 anos, Emmanuel Macron se tornou o presidente mais jovem eleito na história da França. Sua eleição quebrou um recorde de 170 anos de Luís Napoleão Bonaparte, que assumiu o poder aos 40 anos, em 1848.

A seguir, listamos outros líderes que estão entre os mais jovens do mundo.

Vanessa D'Ambrosio, San Marino

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Image caption Vanessa D'Ambrosio, chefe de Estado da República de San Marino

A chefe de Estado mais jovem do mundo é Vanessa D'Ambrosio, que tem apenas 29 anos e lidera um dos menores países do mundo - a República de San Marino. Trata-se de um território dentro da fronteira da Itália com pouco mais de 33 mil habitantes.

Ela não é a única mulher, nem a mais jovem representante de San Marino na história. Em 1981, Maria Lea Pedini-Angelini abriu a fronteira como líder mais jovem e primeira mulher a liderar o país, na época aos 25 anos.

Kim Jong-un, Coreia do Norte

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Image caption Kim Jong-un, líder de 34 anos da Coreia do Norte

Kim Jong-un não está entre os ícones mais populares da geração dos millennials (nascidos a partir de meados dos anos 1980), mas é o segundo líder mais jovem do mundo.

Tem apenas 34 anos e está no poder desde 2012, supervisionando o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis de longo alcance.

Juri Ratas, Estônia

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Image caption Juri Ratas, primeiro-ministro da Estônia

A ex-república soviética da Estônia elegeu o governo de coalizão liderado pelo primeiro-ministro Juri Ratas, em 2016. O líder de 36 anos é popular entre a minoria de língua russa do Estado báltico.

Volodymyr Groysman, Ucrânia

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Image caption Primeiro-ministro da Ucrânia, Volodymyr Groysman

Também com 38 anos, o primeiro-ministro da Ucrânia Volodymyr Groysman chegou ao cargo em 2016. Entretanto, quem exerce o poder de fato em um dos maiores países da Europa é o presidente Petro Poroshenko.

Ainda assim, Groysman é segundo mais jovem primeiro-ministro na história do país.

Ele é internacionalista, mas conservador; apoia que a Ucrânia seja integrada à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas vota contra o casamento gay.

Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, Butão

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Image caption Jigme Khesar Namgyel Wangchuck (à direita), com o pai Jigme Singye Wangchuck, e a filha HRH Gyalsey, de 1 ano

Se incluídos monarcas, o rei do Butão, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, de 37 anos, também faz parte da lista.

Jovem e popular, ele se tornou chefe de Estado em 2006, e é visto como quem busca desenvolver o reino sem prejudicar o intocado ambiente dos himalaios.

Wangchuck também apoia a transformação do país de monarquia absoluta para constitucional.

Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, Catar

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Image caption O sheik Tamim bin Hamad Al Thani, de 36 anos

Outro jovem líder real é o sheik Tamim bin Hamad Al Thani, que substituiu seu pai e se tornou Emir do Catar em 2013.

Com treinamento na academia militar britânica de Sandhurst, o emir, de 36 anos, também é vice-comandante das Forças Armadas e chefe do Comitê Olímpico Nacional.

Al Thani teve um papel importante na vitória de seu país para sediar a Copa do Mundo de 2022.

O Catar, que já foi um dos mais pobres do Golfo Pérsico, agora figura entre os mais ricos. Mas seu governo recebe críticas de entidades de direitos humanos, por exemplo, pelo tratamento dado a trabalhadores imigrantes.

E o mais idoso... Robert Mugabe, Zimbábue

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Image caption O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, de 93 anos

No lado oposto do espectro, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, de 93 anos, é o líder em exercício mais idoso do mundo.

Ele está no governo desde 1980 e diz que permanecerá até que a população do país decida por sua saída. Mugabe se tornou popular durante os conflitos armados dos anos 1970 que levaram à criação da República do Zimbábue. Na época, ele era visto como um heroi revolucionário, lutando contra a minoria branca pela liberdade de seu povo.

Mas críticos afirmam que, no poder, Mugabe fez uso de violência para conter oponentes políticos e fraudar eleições. Ele também é acusado pela inflação recorde e pela escassez de alimentos que têm colocado o país na miséria.