Entenda a crise da Coreia do Norte em dois minutos

mísseis Direito de imagem Reuters
Image caption Imagem do lançamento da mídia norte-coreana em 7 de março de 2017

A Coreia do Norte disse que está considerando um ataque com míssil ao território americano de Guam, no Oceano Pacífico.

O país asiático afirmou que empregaria seus mísseis Hwasong-12 de médio a longo alcance.

Os Estados Unidos têm bases militares na ilha de Guam, território americano que fica cerca de 2,5 mil km ao leste das Filipinas.

A informação foi divulgada pela mídia estatal KCNA horas depois de o presidente americano, Donald Trump, ter ameaçado a Coreia do Norte com "fogo e fúria".

Esses desenvolvimentos marcam uma escalada no tom das ameaças entre os dois países e têm gerado preocupações sobre um conflito militar.

De forma simplificada, entenda a crise entre os dois países.

Por que a Coreia do Norte quer armas nucleares?

A península coreana foi dividida após a Segunda Guerra Mundial, e o norte comunista estabeleceu uma ditadura no estilo stalinista.

O país é quase que completamente isolado no cenário global, e seus líderes dizem que sua capacidade nuclear é o que os protege de uma ameaça externa que poderia destrui-los.

O quão avançado está o programa nuclear norte-coreano?

Os testes de mísseis mais recentes sugerem que o país possui mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir os Estados Unidos.

Eles testaram cinco vezes equipamentos nucleares. Relatórios de inteligência alertam que o país também está perto de atingir, ou já atingiu, a "miniaturização" - ou seja, o desenvolvimento de uma ogiva nuclear pequena o suficiente para caber em um foguete.

Pyongyang vê os Estados Unidos como seu maior adversário, mas também tem foguetes direcionados à Coreia do Sul e ao Japão, onde estão baseadas milhares de tropas americanas.

O que tem sido feito para frear as ambições nucleares norte-coreanas?

Tentativas de negociar acordos de ajuda econômica em troca de desarmamento têm fracassado repetidamente.

A ONU implementou sanções cada vez mais duras - com pouco efeito. A China, único aliado da Coreia do Norte, também tem colocado pressão econômica e diplomática sobre seu vizinho.

Os Estados Unidos agora têm ameaçado usar força militar. Na terça-feira, o presidente Donald Trump alertou que o país deveria parar de ameaçar os EUA, caso contrário teria de enfrentar "fogo e fúria como o mundo nunca viu".

Desta vez é mais sério?

A crise tem se intensificado a cada ano, mas as informações sobre a capacidade de "miniaturizar" ogivas e o fato de os EUA estarem ao alcance de um eventual ataque de mísseis são fatores divisores de águas.

Um confronto nuclear é possível e a ameaça é real, mas ainda está longe de ser uma certeza.

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