A propaganda antifascista dos EUA dos anos 1940 que viralizou após confrontos em Charlottesville
A reprodução deste formato de vídeo não é compatível com seu dispositivo

A propaganda antifascista dos EUA dos anos 1940 que viralizou após confrontos em Charlottesville

Trechos de um filme antifascista de 1947 viralizaram nas redes sociais após o violento protesto de extrema-direita em Charlosttesville, no Estado da Virgínia, nos Estados Unidos, que deixou um morto e 19 feridos no final de semana.

O filme Don't be a sucker (“Não seja um otário”), de 17 minutos, foi lançado como propaganda antinazista pelo Departamento de Guerra americano pouco depois da Segunda Guerra Mundial.

Compartilhado por milhares de pessoas, ele mostra um indivíduo de extrema-direita proferindo um discurso nacionalista que reivindica a saída, dos Estados Unidos, de grupos minoritários. Em seguida, duas pessoas que estão ouvindo o discurso o comentam - e um deles, de origem húngara, diz que "somos todos americanos" e que viu o que "esse tipo de discurso pode fazer, eu estive em Berlim", em alusão à propaganda supremacista dos nazistas.

Entre os primeiros a divulgar a produção nas redes esteve o pesquisador Michael Oman-Reagan, da Universidade Memorial da Terra Nova, no Canadá.

“Um vídeo antifascista de 1947 feito pelo Exército dos Estados Unidos que ensina cidadãos a não seguir pessoas como Trump se torna relevante novamente”, escreveu em sua conta no Twitter.

Após ser criticado por não ter condenado as ideias supremacistas defendidas nas manifestações de Charlottesville, Trump veio à público na segunda-feira chamando Ku Klux Klan, neonazistas e supremacistas brancos de "repugnantes a tudo o que os americanos prezam".

“O racismo é diabólico, e aqueles que provocam violência em seu nome são criminosos”, afirmou a repórteres na Casa Branca, em Washington.

Diante da demora de Trump em condenar as manifestações do fim de semana, pelo menos três executivos das corporações Trump renunciaram nos últimos dias.