Correria, isolamento e desorientação: o relato de um brasileiro após o ataque em Barcelona

Brasileiro Felipe Figueiredo mora em Barcelona Direito de imagem Arquivo pessoal
Image caption Carioca conta que adiou programação perto do local do ataque: "Com certeza estaríamos lá"

A quinta-feira amanheceu ensolarada e alegre em Barcelona, um retrato cotidiano dos verões na cidade espanhola.

Mas, depois das 17h (horário local; 12h em Brasília), o fotógrafo brasileiro Felipe Figueiredo, de 29 anos, viu uma Barcelona desnorteada depois do ataque com uma van que deixou ao menos 13 mortos e 80 feridos na avenida Las Ramblas, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade.

Figueiredo, que vive em Barcelona desde junho, passeava com amigos em uma área elevada da cidade, Tibidabo, na hora do incidente. Dali, tinha uma vista panorâmica de toda a cidade. O passeio terminou amargamente. Desde que soube do atentado, o carioca tenta voltar para casa, perto de Las Ramblas, mas encontrou uma sequência de bloqueios feitos pela polícia, correria e pessoas em choque.

"Ficamos sabendo do ataque por mensagens que recebemos, e decidimos voltar para casa. Não tinha mais clima para ficar em Tibidabo, a cidade ficou tensa. Também falaram para a gente que talvez teria mais ataques, que havia suspeitos à solta", contou Figueiredo à BBC Brasil por telefone, em meio a sua jornada de cinco horas para tentar chegar em casa.

Direito de imagem Reuters
Image caption Polícia fez uma série de bloqueios pela cidade de Barcelona após ataque

Nas horas que se seguiram ao ataque, o fotógrafo e os amigos foram carregados por uma multidão em desespero após barulhos que, segundo Figueiredo, soavam como tiros, perto do local do ataque.

"A polícia está perdida, não sabe como dar informações, e as pessoas desorientadas, muitas saindo com malas nas mãos", relata o carioca.

O fotógrafo conta que passa frequentemente pelas Ramblas e quase foi para lá nesta quinta-feira pra fazer compras: "Se não tivéssemos adiado, com certeza estaríamos lá".

Autoridades locais classificam o incidente como um atentado terrorista e afirmam ter identificado o homem que teria alugado a van.

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