Autoridades confirmam que menino de 7 anos foi morto em ataque de Barcelona; conheça as vítimas

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Image caption O menino Julian Cadman, de 7 anos, foi confirmado como uma das 13 vítimas do atentado de Barcelona

A polícia catalã confirmou que o menino Julian Cadman, de 7 anos, é uma das 13 vítimas do ataque de Barcelona, na quinta-feira. Julian tinha nacionalidade dupla inglesa e australiana.

Sua família estava buscando informações desde que o menino aparentemente se separou de sua mãe. Após a notícia da morte, familiares disseram que irão se "lembrar do seu sorriso e guardar sua memória no coração".

Cidadãos de pelo menos 34 países estão entre as vítimas do atentado, todos atropelados por uma van que avançou em ziguezague contra os pedestres no calçadão da avenida Las Ramblas, um dos principais pontos turísticos de Barcelona. Mais de 100 pessoas ficaram feridas.

Entre os países com vítimas, estão: Alemanha, Argentina, Argélia, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Cuba, Egito, Equador, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Honduras, Hungria, Irlanda, Itália, Kuwait, Macedônia, Marrocos, Mauritânia, Paquistão, Peru, Reino Unido, República Dominicana, Romênia, Taiwan, Turquia e Venezuela.

O Itamaraty informou que até agora não há registro de brasileiros entre as vítimas.

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Image caption Entre as vítimas do atentado, há cidadãos de pelo menos 34 países

Um belga foi oficialmente confirmado entre os mortos. O vice-primeiro ministro do país, Didier Reynders, prestou condolências à família da vítima pelo Twitter: "Infelizmente devemos lamentar uma vítima belga em #Barcelona. Envio minhas condolências à sua família e a seus próximos", escreveu Reynders, acrescentando que outros dois belgas estão hospitalizados, sendo um em estado grave.

Um italiano e um espanhol também estariam entre os mortos no ataque. Segundo o jornal La Repubblica, o italiano Bruno Gulotta, de 35 anos, caminhava com a mulher e os dois filhos, quando foi atingido pela van.

O espanhol Francisco Lopez Rodriguez, de 60 anos, também não teria resistido ao ataque e, segundo o jornal El Pais, sua esposa ficou gravemente ferida.

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Image caption Homenagens às vítimas no local do incidente. No cartaz, a mensagem: 'Catalunha, lugar de paz'

Outras crianças

De acordo com as autoridades, há muitas crianças entre os feridos. Um menino irlandês de cinco anos teria quebrado a perna.

A imprensa local publicou que a vítima mais jovem do ataque seria uma menina de três anos, mas ainda não se sabe sua nacionalidade.

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Image caption Bruno Gulotta, de 35 anos, está entre os mortos no atentado

Vinte e seis franceses

De acordo com o governo da França, 26 cidadãos franceses ficaram feridos no atentado, sendo 11 em estado grave. O ministro das Relações Exteriores do país, Jean-Yves Le Drian, vai a Barcelona nesta sexta-feira prestar assistência às vítimas.

"Meus pensamentos estão com estes cidadãos e suas famílias, a quem deixo meu total apoio da maneira mais forte", declarou.Atentado em Barcelona: quem eram as vítimas

Entre os feridos, também estão três australianos. Uma mulher de Nova Gales do Sul ficou gravemente ferida, mas seu quadro é considerado estável. Dois homens de Victoria tiveram ferimentos, mas não precisaram ser hospitalizados.

Canal para assistência a famílias

Autoridades espanholas estão no aeroporto de Barcelona para prestar assistência a familiares das vítimas.

Uma linha telefônica foi disponibilizada para que parentes possam entrar em contato: ​ (+34) 900 400 012.

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Image caption Pelo menos 13 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas no atentado

O atentado

O atentado aconteceu na tarde desta quinta-feira, quando uma van avançou contra pedestres na avenida Las Ramblas, um dos cartões-postais de Barcelona. O motorista escapou. A polícia suspeita que ele continue desaparecido.

O grupo extremista autodenominado Estado Islâmico disse que o ataque foi realizado por "soldados" seus, sem dar mais detalhes.

Este é considerado o pior atentado na Espanha desde que 190 pessoas morreram nos ataques a bomba em trens de Madri, em 2004.

A polícia acredita que o atentado esteja relacionado a outros dois incidentes: a explosão em uma casa em Alcanar, na noite de quarta-feira, e a morte de cinco homens em uma operação para impedir um possível atentado na cidade turística de Cambrils, em que os suspeitos usavam cintos-bomba falsos.