Protestos escalonam e deixam mais de 20 mortos no Irã
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Protestos escalonam e deixam mais de 20 mortos no Irã; veja imagens

A onda de protestos no Irã, em curso há seis dias, deixou mais de 20 mortos até esta terça-feira, e novas manifestações estão sendo organizadas nesta noite em mais de dez cidades do país.

A insatisfação popular, originalmente focada no aumento do preço dos alimentos e na queda do padrão de vida, ampliou-se e a massa voltou-se contra o governo.

O epicentro da crise, na quinta-feira passada, foi Mashhad, segunda maior cidade do Irã, mas desde então os protestos se espalharam pelo país.

Na província de Teerã, onde fica a capital do país, ao menos 450 manifestantes foram detidos nos últimos três dias, segundo a agência Reuters.

O presidente Hassan Rouhani, eleito com uma plataforma reformista, é um dos principais alvos das críticas dos manifestantes - desapontados ante a má situação econômica do Irã, após anos de sanções internacionais, corrupção e problemas de gestão.

O papel do Irã em conflitos pelo Oriente Médio - o país tem forte influência nas guerras da Síria e do Iêmen, por exemplo - também tem sido criticado, por gerar gastos militares em uma época em que a população iraniana tem empobrecido.

O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, tampouco foi poupado pelas manifestações. Em seu primeiro pronunciamento público sobre o tema, ele culpou a influência externa pelos protestos.

"Os inimigos se uniram e estão usando todos os seus meios, seu dinheiro, armas, políticas e serviços de segurança para criar problemas para a república islâmica", afirmou Khamenei.

Nos EUA, o presidente Donald Trump, que tem feito tuítes diários em apoio aos manifestantes, afirmou nesta terça que "o povo do Irã está finalmente agindo contra o regime brutal e corrupto".

Em resposta, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou que "esse homem nos EUA que hoje quer mostrar simpatia a nosso povo esqueceu que há apenas alguns meses chamou o Irã de 'país terrorista'".

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