Tropas chegam a cidade chinesa acossada por protestos

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Milhares de soldados e policiais chegaram nesta quarta-feira à cidade de Ürumqi, na região autônoma de Xinjiang, na China, para tentar conter uma onda de confrontos violentos entre integrantes da minoria étnica muçulmana uigur e chineses da etnia han.

Os protestos começaram no domingo. Mais de 156 pessoas morreram e mil ficaram feridas, de acordo com dados oficiais. Mais de 1.400 foram presas.

Nesta quarta-feira, o presidente chinês, Hu Jintao, cancelou sua participação no encontro do G8, na Itália, e retornou às pressas para a China para lidar com a onda de violência étnica

Segundo as autoridades, a maioria dos mortos é da etnia han. Grupos ligados aos uigures, no entanto, afirmam que 90% das vítimas fatais são desta etnia. A imprensa internacional ainda não conseguiu averiguar o número independentemente.

Fontes da BBC em Ürumqi disseram, nesta quarta-feira, que a cidade está sob forte vigilância, como se estivesse sob lei marcial. As ruas estão tomadas por milicianos e caminhões com homens fortemente armados. Helicópteros sobrevoam a capital da província de Xinjiang e a situação é tensa.

O retorno de Hu Jintao se segue a novos protestos ocorridos na terça-feira, quando manifestantes de ambas as etnias foram às ruas de Ürumqi.

Briga

Os confrontos em Ürumqi foram desencadeados pela morte de dois uigures em uma briga numa fábrica de brinquedos na província de Guangdong, no sul da China, no final de junho.

Na ocasião, operários de ambas as etnias se enfrentaram depois que falsos rumores publicados na internet acusaram trabalhadores uigures de ter violentado jovens chinesas han.

Imagens de uigures sendo perseguidos e mortos pelos colegas han foram gravadas por celulares e distribuídas na internet, o que fomentou a raiva entre os integrantes da minoria étnica.

Existem na China cerca de 8 milhões de uigures, e a maioria vive na província de Xinjiang, no noroeste do país, fronteira com a Ásia central.

Grande parte dos uigures é muçulmana e apoia a ideia de separatismo.

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