O segredo das gotas de chuva

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Pesquisadores franceses filmaram uma gota de água caindo e dizem, com isso, ter conseguido explicar por que as gotas têm tantas formas e tamanhos diferentes.

No trabalho divulgado na publicação acadêmica Nature Physics, a equipe descreveu como a gota se deformou e explodiu enquanto caía. Os fragmentos formados a partir daí tinham o mesmo tamanho e distribuição das gotas na chuva natural.

Anteriormente, cientistas acreditavam que as gotas colidiam umas com as outras enquanto caíam e que essas interações produziam gotas de diversos tamanhos, mas o principal autor do novo estudo, Emmanuel Villermaux, da Universidade Aix-Marseille, explicou que essa ideia sempre teve limitações.

"Não é provável que as gotas colidam tão frequentemente. As gotas de chuva reais são tão espalhadas que é provável que uma gota caia sozinha, sem nunca encontrar suas vizinhas", disse Villermaux.

"Então, dissemos: Vamos olhar o que acontece na escala de uma só gota."

Com uma câmera de alta-velocidade, a equipe de pesquisadores filmou uma gota de seis milímetros de diâmetro caindo e mostrou como a resistência do ar fez com que ela se deformasse e se fragmentasse.

A gota grande e redonda foi ficando cada vez mais achatada, até que começou a "capturar" o ar, formando uma bolsa invertida, que acaba se explodindo em gotinhas menores. Tudo isso em menos de seis centésimos de segundo.

"Quando ela explode, os fragmentos ficam exatamente do tamanho que encontramos na chuva. Esta é uma explicação precisa e quantitativa para sua distribuição e tamanho", disse Villermaux.

Um especialista em nuvens da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, Ewan O'Connor, que trabalha tomando medidas para melhorar a previsão do tempo, disse que o estudo é uma ótima maneira de descrever a chuva.

"Mas é improvável que isso aconteça todo o tempo na Grã-Bretanha, por exemplo, já que não temos gotas desse tamanho frequentemente", disse ele.

"Quando as gotas têm um determinado tamanho, você tem essa fragmentação. E isso acontece mais frequentemente nos trópicos. Mas isso não explica o chuvisco, em que as gotas são muito menores, mas há muito mais delas."

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