Atentados em série matam ao menos 95 e ferem 500 em Bagdá

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Uma série de atentados coordenados com carros-bomba e foguetes matou, nesta quarta-feira, ao menos 95 pessoas e deixou mais de 500 feridas no centro da capital do Iraque, Bagdá, no dia mais violento na cidade em um ano.

Um caminhão-bomba foi detonado em frente ao Ministério do Exterior, abrindo uma enorme cratera no chão nas proximidades da Zona Verde - área considerada uma das mais seguras da capital, onde estão localizados embaixadas e prédios do governo.

Outro carro-bomba explodiu perto do Ministério das Finanças.

A violência de insurgentes diminuiu recentemente no Iraque, mas ataques continuam comuns em várias cidades. Bagdá foi palco de vários ataques desde que as forças iraquianas assumiram a responsabilidade pela segurança da cidade.

Segundo a correspondente da BBC em Bagdá, Natalia Antelava, entretanto, a maioria dos ataques recentes em Bagdá se concentrava em áreas pobres de maioria xiita.

Os atentados desta quarta-feira foram os primeiros coordenados em áreas centrais da cidade em meses, afirmou ela.

Seis anos depois

Duas enormes bombas escondidas em carros foram detonadas perto dos ministérios na manhã desta quarta-feira, gerando imensas colunas de fumaça que enegreceram os céus do centro da capital.

Ao menos quatro outras explosões - possivelmente foguetes disparados por insurgentes – foram registradas na cidade.

A onda de violência ocorre exatamente seis anos depois do primeiro grande atentado a ocorrer no Iraque após a derrocada de Saddam Hussein.

No dia 19 de agosto de 2003, o quartel-general da ONU em Bagdá foi atingido por um caminhão-bomba, que matou 22 pessoas, entre elas o brasileiro Sergio Vieira de Mello, chefe da missão da ONU no país.

Nos últimos seis anos, dezenas de milhares de pessoas morreram em ataques no país.

Segurança

Após a onda de explosões, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, ordenou a revisão das medidas de segurança no país.

Um porta-voz do Exército iraquiano afirmou ainda que supostos membros da rede extremista Al-Qaeda teriam sido presos em um distrito de Bagdá por terem conexões com os ataques.

Já Saad Yousef Al-Muttalabi, um conselheiro do governo iraquiano, alegou que instituições religiosas baseadas na Arábia Saudita teriam ajudado a financiar os ataques coordenados.

Segundo ele, algumas instituições sauditas enxergam os iraquianos como “pouco crentes” e alvos legítimos de ataques.

Em um comunicado, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, pediu que as forças de segurança do país fiquem “mais alertas e firmes”.

“Os terroristas estão tentando reacender o ciclo de violência do ano anterior ao criar uma atmosfera de tensão entre os iraquianos”, disse.

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