Amazônia

Projeto de carbono indígena

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Os Surui, que detêm a posse da reserva Sete de Setembro, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso, querem ser pioneiros na elaboração de um projeto de redução de carbono para financiar o seu desenvolvimento de forma sustentável.

A etnia está elaborando um projeto de redução de emissão de carbono, através do qual quer receber recursos para manter a floresta de pé.

Os recursos serão aplicados em um plano de desenvolvimento sustentável que engloba os próximos 50 anos.

A reserva Sete de Setembro, homologada em 1983, tem uma área total de cerca de 248 mil hectares, dos quais 243 mil ainda estão preservados.

Não será o primeiro projeto de redução de emissões de carbono por desmatamento e degradação – mais conhecidos pela sigla Redd – no Brasil, mas os Surui querem que este seja o primeiro intimamente relacionado à sobrevivência de uma etnia indígena.

Os projetos de Redd são um dos principais mecanismos para incentivar a preservação de florestas após 2012, quando, espera-se, entre em vigor um acordo do clima para substituir o atual Protocolo de Kyoto, que expira nesta data.

O desmatamento responde por quase 20% das emissões globais de carbono e a maioria das emissões do Brasil.

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