Petroleira posiciona nova cúpula de aço para deter vazamento nos EUA

Estrutura menor, ou 'cartola' colocada para conter vazamento no Golfo do México
Image caption 'Cartola' será usada para conter vazamento no Golfo do México

Uma nova cúpula de aço foi posicionada nesta quarta-feira perto do local do vazamento de petróleo no Golfo do México, de acordo com declarações da petroleira britânica British Petroleum (BP).

Apelidada de "cartola", a nova cúpula de aço deve ser usada para tentar direcionar o petróleo - que está vazando do poço de uma plataforma que explodiu e afundou no mês passado - a um petroleiro na superfície.

"A 'cartola' foi baixada ao fundo do mar na noite de ontem (terça-feira) e, atualmente, está na área próxima ao vazamento. O plano é posicioná-la sobre o vazamento e fazê-la funcionar até o final da semana", afirmou Bryan Ferguson, da BP, à agência de notícias AFP.

A estrutura, de 1,2 metro de diâmetro e 1,5 metro de altura, é menor do que a primeira cúpula, de 98 toneladas e 12 metros de altura, que teve que ser removida de onde estava, no fundo do mar, devido a um problema técnico.

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Segundo a BP, a gigantesca estrutura de metal ainda está no mar, mas está sendo mantida longe do poço no momento.

Pelo menos 15 milhões de litros de petróleo já teriam vazado no Golfo do México.

Impacto ambiental

A Guarda Nacional americana está jogando sacos de areia de helicópteros em um canal perto da ilha Grand Isle, no Estado da Louisiana, em uma tentativa de manter a mancha de petróleo fora dos pântanos da região.

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Image caption Golfinhos foram encontrados mortos na costa do Golfo

O ecossistema da área contém pelicanos, gaivotas e animais marinhos que têm importância vital para a indústria pesqueira da região.

Autoridades ambientais americanas informaram a morte de seis golfinhos na costa do Golfo do México e já estão tratando estas mortes como relacionadas à exposição ao petróleo, mesmo com a possibilidade de outros fatores envolvidos.

Amostras retiradas dos corpos dos golfinhos - que foram encontrados nos Estados de Louisiana, Mississippi e Alabama desde o dia 2 de maio - foram enviadas para exames.

Uma autoridade do Serviço Nacional de Pesca Marinha afirmou que nenhum dos golfinhos tinha sinais evidentes de petróleo e que é comum golfinhos mortos aparecerem na costa da região nesta época do ano.