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Bairro que abrigará seleção brasileira é antítese de África do Sul pós-apartheid

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Se Nelson Mandela, símbolo da luta por igualdade racial, é a cara desta Copa na África do Sul, com seu rosto estampado em vários cartazes e propagandas por Johanesburgo, a seleção brasileira não poderia ter escolhido um lugar mais diferente e distante desta imagem como sua base na cidade.

A região de Randburg, no norte de Johanesburgo, é o completo oposto da imagem sul-africana projetada por Mandela - que abriu, na cidade, o primeiro escritório de advogados negros no país nos anos 50.

Randburg, onde a seleção brasileira ficará hospedada e treinará durante a Copa do Mundo, era, na época do apartheid, quase que exclusivamente ocupado por sul-africanos ricos e brancos. Hoje, Randburg ainda é um bairro majoritariamente branco e rico, apesar de o regime segregacionista ter sido abolido há mais de vinte anos e de a região contar com moradores da emergente classe média alta negra.

Randburg é uma mistura de área rural com zona nobre urbana. As grandes mansões e a enorme área verde dividem espaço com prédios comerciais luxuosos e ricos shopping centers. O Brasil passará a maior parte da Copa em Randburg, já que a maioria dos seus jogos devem ser disputados em Johanesburgo.

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