América Latina

Explosão de carro-bomba fere pelo menos nove em Bogotá

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Um carro-bomba explodiu na manhã desta quinta-feira no centro financeiro da capital da Colômbia, Bogotá, em frente a uma das principais emissoras de rádio do país, ferindo ao menos nove pessoas. O atentado foi o primeiro na capital colombiana desde janeiro do ano passado.

A explosão ocorreu menos de uma semana após a posse do novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Nenhum grupo assumiu ainda a autoria do ataque.

O presidente foi ao local imediatamente após ser informado sobre a explosão, e reafirmou o compromisso de seu governo com o combate à ação de grupos terroristas.

"Nós vamos continuar combatendo o terrorismo com tudo que temos", afirmou Santos. Ele disse que ainda não é possível atribuir o atentado a um grupo, mas que o governo "tem as suas suspeitas tradicionais".

Narração

A explosão aconteceu às 5h30 (horário local) entre a avenida Séptima e a Rua 67, em frente à Rádio Caracol. Pelo menos 50 quilos de explosivos foram colocados no veículo, segundo informações da polícia.

A explosão coincindiu com o começo do programa de rádio matutino. O atentado foi narrado em tempo real pelo apresentador do programa Dario Arizmendi. A forte explosão foi ouvida a quilômetros de distância, acordando muitos moradores da região, que mistura áreas residenciais e comerciais.

De acordo com o diretor da Polícia Metropolitana, César Augusto Pinzón, à própria rádio Caracol, não se sabe se o alvo do carro-bomba era a estação de rádio ou outros bancos nas redondezas.

A explosão destruiu janelas de vários prédios ao redor e espalhou destroços do carro pela rua.

Aparente não houve nenhuma pessoa ferida com gravidade. Segundo relatos de testemunhas à rádio Caracol, duas mulheres que trabalhavam em um salão de beleza nas proximidades foram levadas a um hospital, com ferimentos leves.

O último atentado com carro-bomba aconteceu em fevereiro de 2003, a um quilômetro do local. Na ocasião, o ato foi atribuído aos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e matou 35 pessoas.

A Colômbia passou por vários atentados terroristas ao longo das últimas, consequência da luta entre o governo e grupos paramilitares no país.

O novo presidente, Juan Manuel Santos, assumiu o país prometendo manter o compromisso de lutar contra guerrilheiros, a exemplo do que fez o governo de seu antecessor e aliado político, Álvaro Uribe. Na gestão de Uribe, o governo colombiano aumentou a pressão contra os guerrilheiros.

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