Oriente médio

Multidão protesta nas ruas da Síria

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Multidões voltaram às ruas da capital da Síria, Damasco, na quarta-feira, pedindo a libertação de prisioneiros políticos, como mostram imagens de cinegrafistas amadores.

Os protestos teriam transcorrido em paz, mas segundo testemunhas, forças de segurança teriam usado cassetetes e prendido pelo menos quatro pessoas.

A Síria tem milhares de presos políticos do regime, que não admite oposição ao governo do partido Baath, que domina o país há quase meio século.

O presidente Bashar al-Assad chegou ao poder em 2000, depois de três décadas de governo do seu pai, Hafez.

O governo vem abrindo a economia lentamente, mas o sistema político continua ferrenhamente monopartidário.

Damasco, Síria

Sírios já fizeram dois dias de protesto pela libertação de presos

Presos políticos

Na quarta-feira, cerca de 150 pessoas foram à praça central da capital, próxima ao ministério do Interior.

"Após uma longa espera e rumores sobre a libertação de prisioneiros da consciência na Síria, a nossa esperança se esvaiu", diz um comunicado do Observatório Sírio para Direitos Humanos.

A organização, formada pelas famílias de 21 ativistas de direitos humanos, afirmou que organizaria um protesto em frente ao ministério.

Grandes grupos de oposição são proibidos na Síria, que mantém um rigoroso controle da imprensa.

Testemunhas afirmaram que logo após a manifestação, outro protesto organizado reuniu pessoas que prometiam defender o presidente sírio "com as nossas almas, o nosso sangue".

Em janeiro, Assad afirmou ao Wall Street Journal que seu país é mais estável que a Tunísia e o Egito.

Ele disse ainda que não havia chances de uma revolta política e prometeu levar a diante um pacote de reformas anos.

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