Morte de Bin Laden

EUA divulgam novas imagens da casa de Bin Laden

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O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, negou que as autoridades do seu país soubessem do paradeiro de Osama Bin Laden, afirmando que o país “nunca foi nem nunca será o foco de fanatismo que é muitas vezes descrita pela mídia".

A afirmação foi feita em um artigo assinado por ele e publicado nesta terça-feira pelo diário americano The Washington Post.

Autoridades americanas sabiam que o casarão ocupado pelo extremista ficava isolado e protegido por muros altos de todos os lados.

A preocupação com a segurança fica clara pela existência de dois portões, além de uma área para queima de lixo.

O andar de cima tinha janelas de vidro escuro e ainda uma outra mureta de proteção.

Zardari também negou que a morte do líder da Al-Qaeda, em uma mansão próxima a uma academia militar paquistanesa, seja um sinal da incapacidade de seu país combater o terrorismo.

No artigo, ele afirmou que seu país é “talvez a maior vítima mundial do terrorismo”.

Bin Laden foi morto por uma operação de forças americanas na cidade paquistanesa de Abbottabad. O Paquistão não participou da ação.

Imagem de satélite

Americanos vinham observando o casarão há algum tempo

Academia militar

Ao comentar a ação, na segunda-feira, o principal assessor da Casa Branca para assuntos de segurança nacional de contraterrorismo, John Brennan, afirmou que era “inconcebível que Bin Laden não tivesse um sistema de apoio no país que permitisse a ele ficar lá por um longo tempo”.

A mansão em Abbottabad na qual Bin Laden foi morto fica a apenas algumas centenas de metros da Academia Militar do Paquistão, o principal centro de formação de oficiais do país.

"Essas especulações infundadas (de que autoridades sabiam do paradeiro de Bin Laden) podem produzir notícias emocionantes, mas não refletem a realidade", disse ele.

"O Paquistão teve tanta razão para desprezar a Al-Qaeda como qualquer outra nação. A guerra contra o terrorismo é tanto a guerra do Paquistão como é da América."

Ele disse que o Paquistão, que tem sofrido repetidos ataques terroristas contra civis e contra seus serviços de segurança, "tinha pago um preço enorme por sua luta contra o terrorismo".

"Mais de nossos soldados morreram do que todas as vítimas da Otan juntas. Dois mil policiais, quase 30 mil civis inocentes e uma geração de progresso social para o nosso povo foi perdida."

Zardari acrescentou que o Paquistão não seria intimidado pelas ameaças da Al-Qaeda.

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