Dilma pede 'grande pacto' para transporte, saúde e educação; veja resumo do dia

Principais fatos

  • Protestos fecham as principais vias de acesso a São Paulo e ao aeroporto de Guarulhos; há também manifestações menores espalhadas por diversos bairros da cidade.
  • No Rio, há protestos no Leblon e na Barra da Tijuca, onde houve momentos de confronto e cenas de saque.
  • Em Belém, foi registrada a segunda morte relacionada à atual onda de manifestações: uma gari teve um ataque cardíaco durante protesto na capital paraense.

Notícias ao vivo

Atualizado pela última vez 21 junho 2013

11:36

Encerramos agora a cobertura de mais um dia de protestos pelo Brasil.

Em um pronunciamento à nação, transmitido na noite desta sexta em rede nacional de rádio e TV, a presidente Dilma Rousseff condenou a violência de "uma pequena minoria" e elogiou as manifestações pacíficas que tomaram o país.

"Meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudanças", disse a presidente em uma mensagem pré-gravada de quase 10 minutos de duração. Ela anunciou ainda que receberá os líderes das manifestações, porém, apenas os que atuaram de forma pacífica.

O discurso foi feito um dia após cerca de 1 milhão de pessoas terem protestado em todo o Brasil. Em diversas cidades, as manifestações acabaram em cenas de violência, deixando dezenas de feridos e dois mortos.

Dilma disse que chamará os principais governadores e prefeitos do país para discutir um "grande pacto" focado em três pontos.

"O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de 100% do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS."

A presidente também defendeu a Copa do Mundo, dizendo que o Brasil sempre foi bem recebido em eventos internacional. "Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa."

Dilma afirmou ainda que o dinheiro investido em estádios está saindo de financiamentos que serão pagos pelas empresas e governos que estão explorando os estádios.

"Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a Saúde e a Educação."

Pouco antes do discurso da presidente, novos protestos fecharam as principais vias de acesso a São Paulo e causaram confrontos no Rio.

Veja abaixo, em ordem cronológica, os principais acontecimentos desta sexta-feira.

11:50

BREAKING 11:50

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez agora há pouco um balanço das manifestações desta quinta-feira na cidade. Segundo ele, foram destruídas 340 lixeiras, cinco relógios de rua, 62 abrigos de ônibus, 46 placas de identificação de rua.

Um total de 98 semáforos e sete carros particulares foram danificados, e o Terreirão do Samba e o Sambódromo foram depredados, além de inúmeras edificações municipais. Além disso, 62 pessoas ficaram feridas, entre elas dez guardas municipais. O prefeito ressaltou que é preciso “diferenciar e não permitir que atos de vandalismo” prejudiquem um movimento democrático.

11:57

O Movimento Passe Livre em São Paulo disse à Rádio CBN que está fora da mobilização. Um representante da organização afirmou que não irá convocar mais manifestações.

O grupo abandonou a manifestação da última quinta-feira à noite e disse repudiar violência contra membros de partidos políticos.

12:09

Em sua página oficial no Facebook, o Ministério das Relações Exteriores fez um convite para um abraço simbólico ao Palácio do Itamaraty hoje, às 17h.

"Queremos mostrar nosso apreço por este patrimônio histórico e arquitetônico da sociedade brasileira e nosso respeito a manifestações pacíficas", diz o comunicado.

O prédio do Itamaraty, em Brasília, foi apedrejado na noite de quinta-feira durante um confronto entre manifestantes e policiais.

Durante as manifestações de quinta-feira, grupos atearam fogo e quebraram muitas janelas após invadirem o prédio.

TWEET 12:18

@Sen_Cristovam (Senador Cristovam Buarque PDT-DF)

"Acabo de defender no Senado a abolição de todos os atuais partidos políticos oficiais", anunciou há pouco em sua conta no Twitter o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

BREAKING 12:24

De acordo com o portal de notícias G1, a reunião emergencial convocada pela presidente Dilma Rousseff em Brasília já teria terminado. O único ministro cuja participação é confirmada, de acordo com o site, é o da Justiça, José Eduardo Cardoso. O portal diz que ambos teriam sido vistos saindo da reunião calados.

Havia a expectativa de que a presidente desse uma entrevista coletiva ou fizesse um pronunciamento pela TV

12:44

O prédio onde funcionam os ministérios do Meio Ambiente e da Cultura foi esvaziado na manhã desta sexta-feira após o recebimento de uma ameaça de bomba. Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Distrito Federal fazem uma varredura no local.

O prédio foi isolado e os servidores aguardam do lado de fora.

BREAKING 12:47

João Fellet, Da BBC Brasil, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff continua realizando uma reunião de emergência no Palácio do Planalto para discutir a situação. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, já deixou o encontro, sem fazer declarações. Ainda não se sabe se o governo irá anunciar alguma medida em relação à onda dos protestos ainda hoje, nem se a presidente irá fazer algum pronunciamento.

13:31

A BBC Brasil perguntou no Twitter e no Facebook "Como você acha que deveria ser a resposta do governo federal aos protestos?"

Publicaremos algumas das respostas em seguida, acompanhe.