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01 de dezembro, 2000 - Publicado às 11h26 GMT

Infecção pelo HIV/Aids: a evolução no mundo
Mais de 1 milhão de crianças contaminadas
Mais de 1 milhão de crianças contaminadas

Márcio de Sá *

A pandemia (a propagação de uma doença infecciosa a quase todos os habitantes de uma região ou país, às vezes ao mundo inteiro) causada pelo vírus HIV, é uma realidade em evolução neste fim de milênio, em praticamente todo o mundo.

Desde o diagnóstico do primeiro caso de Aids no início dos anos 80, cerca de 58 milhões de homens, mulheres e crianças de menos de 15 anos contraíram o vírus HIV pelo mundo afora.

Destes, cerca de 22 milhões morreram de Aids-doença (pricipalmente mulheres), a grande maioria nos países da África.

Os dados relativos à maior parte dos países que registram os casos de Aids-doença continuam a crescer de maneira alarmante, sobretudo nas regiões mais pobres do planeta.

Atualmente, 36,1 milhões de pessoas são soropositivas ao HIV ou doentes de Aids, a maioria também no continente africano (19,7 milhões de homens, 14,7 milhões de mulheres e 1,4 milhões de crianças).

O total de pessoas mortas por Aids-doença se eleva, somente no ano de 2000, a 3 milhões de pessoas (1,3 milhões de mulheres, 1,2 milhões de homens e 500 mil crianças).

Já há alguns anos o modo de contaminação responsável pela maioria das novas contaminações é a transmissão heterosexual, sendo as mulheres as mais acometidas em número.

Na França, as estatísticas revelam igualmente um aumento da transmissão heterossexual.

Entretanto, as últimas análises estatísticas confirmam uma diminuição, nos ultimos três anos, do número de novos casos de Aids-doença e do número de mortes em decorrência desta doença infecciosa.

Constatou-se igualmente um aumento do número de pessoas acometidas de Aids-doença bem controladas pelo tratamento por triterapia altamente eficaz, o que se traduz por um estado de saúde estável.

Em contrapartida, constatou-se igualmente um aumento do número de pessoas que ignoram serem portadoras do HIV (soropositivas) até o momento em que são diagnosticadas como já estando acometidas de Aids-doença.

Desde o início da epidemia na França, no início dos anos 80, cerca de 52 mil pessoas foram diagnosticadas como portadoras da Aids-doença.

Destas, cerca de 31 mil morreram.

Em 1999, 1475 novos casos de Aids-doença foram diagnosticados, numa proporção de três homens para uma mulher.


* Márcio de Sá é médico da Unidade de Pesquisa Clínica / Hospital-Dia, do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias
do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris.


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