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30 de janeiro, 2001 - Publicado às 14h15 GMT

A versão humana da doença da vaca louca
CJD é a versão humana da doença
CJD é a versão humana da doença

A síndrome de Creutzfeldt-Jakob (CJD, em inglês) não tem cura, é fatal, e é semelhante à doença da vaca louca em gado bovino e à "scrapie" (ou mal da roda) em ovinos.

As doenças são chamadas de "encefalopatias espongiformes" porque dão ao cérebro uma aparência esponjosa, com o surgimento de pequenos sulcos no tecido.

O tipo de CJD associado à doença da vaca louca é diferente do tipo tradicional. A CJD tradicional tem uma incidência baixa - afetando anualmente na Grã-Bretanha de 25 a 60 adultos com mais de 55 anos anos.

A CJD ligada à doença da vaca louca começou a ser diagnosticada em meados da década de 90. Forma confirmados pouco mais de 70 casos. O diagnóstico só é confirmado no post mortem. Outra característica do tipo de CJD ligado à doença da vaca louca é o fato de ela afetar pessoas mais jovens.

Morte

A forma tradicional de CJD mata o paciente em seis meses. No caso da CJD ligada à doença da vaca louca, o paciente pode sobreviver por até 18 meses.

A doença da vaca louca e a sua versão humana seriam causadas por um agente infeccioso chamado príon, que pode estar presente no sangue e tecidos.

Isso causa a morte das células do cérebro. Nos seres humanos, os sintomas são perda de coordenação, insônia, perda de memória e demência.

Príon

Príon é uma proteína que fica no tecido humano por anos antes que comece a aparecer algum problema.

Ao contrário de um vírus ou uma bactéria, a príon não contém informação genética própria e não se propaga através da reprodução ou fazendo cópias de si mesma. Os cientistas acreditam que a prion "recruta" uma outra proteína que fica na superfície de células presentes no cérebro.

Essas proteínas do cérebro se tornam mutantes e, em grande quantidade, elas formam massas insolúveis dentro das células, que acabam morrendo.

O mecanismo e a progressão da doença da vaca louca e de uma versão específica da síndrome de Creutzfeldt-Jakob são tão semelhantes que a maioria dos cientistas está convencida de que sob determinadas circunstâncias a príon presente na doença da vaca louca pode desenvolver em humanos CJD.

Além disso, os cientistas conseguiram induzir sintomas de encefalopatias espongiformes em ratos ao injetar nos animais de laboratório tecido doente do cérebro de vacas.

Estudos recentes mostram que certas células presentes no sangue são capazes de abrigar agentes infecciosos e causam doenças espongiformes quando se faz uma transfusão de sangue para outro animal.

Tipos de carne

O miolo e a coluna vertebral seriam as áreas onde há maior concentração de príons.

Os cientistas acreditam que as vacas são contaminadas pela doença da vaca louca ao consumirem fragmentos desses tecidos na ração. Os seres humanos desenvolveriam um tipo de CJD ao consumirem carne contaminada.

Mas os pesquisadores ainda tentam uma confirmação definitiva para essas hipóteses.

Outra coisa que intriga os cientistas é que com milhões de crianças e adultos sob suspeita de haverem consumido carne contaminada no auge da crise, até agora foram registrados poucos casos de CJD ligada à doença da vaca louca.

 Pesquisa na BBC Brasil

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