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06 de abril, 2001 - Publicado às 16h15 GMT

EUA e China: uma história de conflitos


As relações entre os Estados Unidos e a China enfrentaram tempos difíceis durante o meio século de existência do regime comunista de Pequim.

A BBC listou os altos e baixos da convivência entre os dois países:

1949-1999

1949: Mao Tse-Tung anuncia a criação da República Popular da China. Os chineses nacionalistas fogem para Taiwan. Os Estados Unidos não reconhecem o novo regime chinês.

1950: A Coréia do Norte invade a Coréia do Sul. O presidente americano, Henry Truman, envia tropas para a Coréia do Sul e ordena que a Sétima Esquadra da Marinha americana proteja Taiwan. A China entra na Guerra da Coréia, que é suspensa em 1953, com um armistício.

1957: Mao Tse-Tung proclama que o "imperialismo americano é um tigre de papel".

1965: O bombardeio do Vietnã pelos Estados Unidos leva a China a aumentar sua ajuda a Hanói.

1969: O presidente americano, Richard Nixon, suspende a patrulha da Sétima Esquadra no estreito de Taiwan.

Julho de 1971: A China convida a equipe de tênis de mesa americana para jogar em Pequim, numa atitude conhecida como "política do ping-pong". O secretário de Estado Henry Kissinger vai secretamente à China para preparar o terreno para uma visita de Nixon ao país.

Fevereiro de 1972: O presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, se encontra com Mao Tse-Tung em Pequim. Nixon assina um acordo que diz existir apenas uma China e que Taiwan faz parte do país.

Dezembro de 1975: O presidente Gerald Ford visita a China.

1978: Morre Mao Tse-Tung.

Janeiro de 1979: China e Estados Unidos estabelecem relações diplomáticas depois que o presidente Jimmy Carter muda representação de Taipé para Pequim. Um comunicado conjunto diz que Washington manterá ligações informais com Taiwan. Logo depois, o vice-primeiro-ministro Deng Xiaoping visita os Estados Unidos. Num rodeio no Texas, ele aparece vestindo um chapéu de vaqueiro, criando uma imagem mais amigável da China para o público americano.

Abril de 1979: O Congresso americano aprova o Ato para Relações com Taiwan, reafirmando o compromisso dos Estados Unidos com Taiwan e mantendo a venda de armas à ilha dissidente.

Agosto de 1982: Num terceiro comunicado conjunto com a China, os Estados Unidos prometem não aumentar e gradualmente reduzir a venda de armas a Taiwan.

Abril de 1984: O presidente Ronald Reagan visita a China para se encontrar com Deng Xiaoping, que diz que Taiwan continua um problema crucial na relação com Washington.

Fevereiro de 1989: O presidente George Bush visita a China. Ele convida dissidentes para um banquete. A China responde proibindo a ida de um deles, Fang Lizhi.

4 de Junho de 1989: O Exército chinês reprime com violência as manifestações de estudantes, a favor da democracia, na praça da Paz Celestial, em Pequim. Os Estados Unidos e outros países ocidentais impõem sanções a Pequim.

Setembro de 92: O presidente George Bush aprova a venda de 150 caças F-16 para Taiwan, mudando a política anterior americana, que durou uma década.

Janeiro de 93: Bill Clinton toma posse com a política de usar a economia para promover a democracia na China. Ele insiste que o status da China de parceiro preferencial deve depender de avanços no respeito a direitos humanos no país.

Novembro de 93: O presidente chinês, Jiang Zemin, se encontra com Clinton num encontro de líderes de nações do Pacífico, em Seattle.

Maio de 94: Clinton suspende a política que condicionava o status de parceiro preferencial da China a melhoria no respeito aos direitos humanos no país.

Maio de 95: Clinton autoriza a visita a Nova York do líder de Taiwan, Lee Teng-Hui, revertendo uma política de 15 anos de não concessão de vistos a líderes da ilha. Como forma de protesto, China chama de volta seu embaixador em Washington.

Março de 96: A China realiza um teste de misséis próximo a Taiwan para intimidar os eleitores de Lee Teng-Hui, durante eleição presidencial da ilha. A China teme que ele defenda uma declaração de independência. Os Estados Unidos enviam dois porta-aviões, numa demonstração de apoio a Taiwan. Lee vence as eleições com folga.

Julho de 97: A China retoma da Grã-Bretanha o controle de Hong Kong, o que melhora as relações com os Estados Unidos.

Abril de 98: A China liberta o dissidente Wang Dan da prisão e obriga a pedir asilo nos Estados Unidos.

Junho de 98: Bill Clinton é o primeiro presidente americano a visitar a China desde a repressão da manifestação por democracia da praça da Paz Celestial. Ele critica a ação do Exército e exige da China respeito aos direitos humanos básicos. A viagem é considerada um sucesso, mas fracassa na tentativa de acordo sobre reformas econômicas que a China deve fazer para entrar na Organização Mundial do Comércio.

Em Xangai, Clinton reafirma a sua política dos "Três Nãos":

- Não apoiar a independência de Taiwan
- Não reconhecer um governo independente de Taiwan
- Não apoiar a entrada de Taiwan em organizações internacionais

8 de maio de 1999: Aviões da Otan que bombardeavam Belgrado, durante a Guerra de Kosovo, atingem a Embaixada da China na cidade. O incidente suspende as negociações envolvendo a entrada da China na OMC.

Setembro de 1999: Estados Unidos e China retomam negociações sobre a OMC.

Novembro de 1999: Estados Unidos e China chegam a um acordo sobre os termos para a entrada da China na OMC.

2000

Março: Chen Shui-Bian, que defende abertamente a independência de Taiwan, vence as eleições na ilha. A China ameaça atacar a ilha se ele tentar se separar formalmente de Pequim.

Abril: Os Estados Unidos decidem vender um novo pacote de armamentos a Taiwan, mas recua na venda de armamentos polêmicos, como submarinos e aviões anti-submarinos.

Junho: A secretária de Estados americana, Madeleine Albright, se encontra com líderes chineses em Pequim, o primeiro encontro oficial desde o bombardeio da embaixada chinesa em Belgrado, em 1999.

Setembro: A China elogia decisão de Clinton de adiar o desenvolvimento do escudo de defesa anti-mísseis.

2001

Janeiro: O presidente americano, George W. Bush, deixa claro que não considera a China uma parceiro estratégico. China teme o apoio de Bush à idéia de um sistema de defesa anti-mísseis.

11 de fevereiro: China prende um acadêmico chinês que trabalha nos Estados Unidos, Gao Zhan, em Pequim, e o acusa de colocar em perigo a segurança nacional.

6 de março: Pequim diz que os Estados Unidos não deveriam seguir com seus planos de vender armamentos avançados para Taiwan. Também nega as acusações de que empresas chinesas tenham ajudado o Iraque a melhorar suas defesas anti-aéreas, num desafio às sanções impostas pela ONU contra Bagdá.

7 de março: China aumenta o orçamento da Defesa para cerca de US$ 17 bilhões. Washington diz que observará de perto o aumento do poderio militar chinês.

19 de março: Os Estados Unidos derrubam a política dos "Três Nãos", estabelecida por Bill Clinton em relação ao Taiwan. A decisão reflete o grande apoio que Taiwan tem no Congresso americano, principalmente no Partido Republicano, de George W. Bush.

22 de março: O vice-primeiro-ministro chinês, Qian Qichen, se encontra com Bush na Casa Branca. Ele protesta contra a possível venda de armas a Taiwan. Bush diz que os Estados Unidos não tomarão nenhuma atitude que coloque a China sob ameaça.

30 de março: Mais uma vez Pequim prende uma pessoa da comunidade acadêmica americana, Li Shaomin, durante sua viagem à China.

1 de abril: Um avião de espionagem americano faz um pouso de emergência na ilha chinesa de Hainan, depois de colidir com um caça chinês. A China acusa os Estados Unidos de ter provocado o choque, mas Washington diz que foi um acidente.

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