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08 de outubro, 2001 - Publicado às 05h20 GMT

Estados Unidos usam seu melhor armamento no ataque
Um F/A-18 pronto para ser lançado
Um F/A-18 pronto para ser lançado

O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que 15 bombardeiros, incluindo B2 que saíram diretamente dos EUA, 25 aviões de ataque e 50 mísseis de cruzeiro Tomahawk foram usados nos ataques ao Afeganistão.

Mísseis de cruzeiro - normalmente usados para atingir instalações-chave - podem viajar por centenas de milhas usando seu próprio sistema de navegação por satélite.

Quando o míssil atinge o alvo, ele detona cerca de 500 quilos de explosivos. Os militares americanos dizem que ele é 90% preciso, mas não há nenhuma verificação independente do número.

Veja abaixo quais são as principais armas e equipamentos militares de que os Estados Unidos dispõem.

B-52 Stratofortress

O B-52 Stratofortress é um bombardeiro grande e pesado remanescente dos anos de Guerra Fria.


O bombardeiro B-52

Ele foi usado no Vietnã e na Guerra do Golfo, contra o Iraque.

A tripulação é de cinco pessoas e o B-52 pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro.

O B-1B lancer é outro bombardeiro capaz de cobrir distãncias intercontinentais sem necessidade de reabastecimento.

B-1B Lancer

Ele é tripulado por quatro pessoas e pode atingir velocidades superiores a 1.400km/h.


Bombardeiro B-1 Lancer

Originalmente concebido para carregar bombas nucleares e penetrar a defesa soviética, o B-1 foi usado pela primeira vez na guerra contra o Iraque durante a operação "Tempestade no Deserto".

O terceiro tipo de bombardeiro americano de longo alcance é o B-2 Spirit – também conhecido como Stealth – que ao custo de US$ 2,2 bilhões cada é a aeronave mais cara do mundo.


B-2 Spirit

Ele tem características que o tornam menos visível a radares, como o seu desenho irregular e cobertura com material especial que "absorve" os sinais enviados pelos radares.

F-117 A

O F-117A foi o primeiro avião militar desenhado para enganar os sistemas de radar.


F-117A, o primeiro do tipo

É uma aeronave relativamente pequena, com apenas um lugar, usada para ataques de precisão contra alvos difícieis.

O porta-aviões Theodore Roosevelt e sua esquadra, além dos submarinos USS Hartford e US Springfield, que podem disparar mísseis Tomahawk, também estão no Mediterrâneo.

O grupo inclui ainda o navio de assalto USS Bataan.

AV-8B Harrier

Entre as aeronaves transportadas pela frota é provável que esteja o caça-bombardeiro AV-8B Harrier, capaz de pousar e decolar verticalmente.


O caça-bombardeiro AV-8B

Há outro porta-aviões americano no Golfo Pérsico, o USS Carl Vinson, e um segundo, o USS Enterprise, na Mar da Arábia.

O USS Kitty Hawk, o porta-aviões americano no Pacífico Oeste, deixou seu porto no Japão para um lugar não revelado.

A vigilância e controle da área de operações militares é feita por um avião especial, o AWACS, que transporta grandes discos de radar giratórios.

O E-3 Sentry é um jato adaptado a partir de um Boeing 707, que provê informações metereológicas e comando e controle para operações aéreas.

E-2C Hawkeye

Há uma versão menor, o bi-turbo E-2C Hawkeye.

Outros dois aviões de vigilância e controle a disposição dos comandantes americanos são o E-8C Jstars, também derivado do Boeing 707, e o RC-135V/W Rivet Joint.

Outra relíquia da Guerra Fria ainda em uso é o avião de espionagem U2. Ele provê vigilância dia-e-noite, em alta altitude e em qualquer clima.

Uma arma relativamente recente são os UAVs – sigla em inglês para veículos aéreos sem tripulação – usados para filmar e fotografar áreas-alvo.

Mas eles são lentos, vôam baixo e são vulneráveis.


Predator - sem tripulação

Um deles – que acredita-se seja o modelo RQ-1 Predator – foi perdido pelos EUA qundo voava sobre o Afeganistão no dia 22 de setembro.

Mísseis de cruzeiro

O Boeing AGM-86 é um míssil de cruzeiro equipado com um turbojato. Ele é lançado do ar a uma velocidade de 880km/h.


Míssil Tomahawk

A Marinha usa o Raytheon BGM-109 Tomahawk, lançado de navios ou submarinos.

Ambos são convencionais – não carregam explosivos nucleares.

Aviões de ataque

Além dos grandeis bombardeiros, os EUA dispõem de vários pequenos aviões de ataque, como o F-15E Strike Eagle, versão para ataque a terra do principal caça americano.


F-15, de baixa altitude

Ele pode voar a duas vezes e meia a velocidade do som ao nível do mar. É desenhado para atuar em baixa altitude, com grande velocidade para penetrar território inimigo e realizar ataques de precisão.

O F-16 Fighting Falcon caça-bombardeiro é menor e mais lento do que os F15, mas altamente versátil e foi o mais usado durante a Guerra do Golfo.

O F/A-18 Hornet é o principal avião desse tipo usado pela Marinha.

O A-10 Thunderbolt é desenhado para dar apoio a tropas na superfície. Ele é relativamente lento (640 km/h), mas é altamente manobrável.


O Thumderbolt: metralhadora a bordo

O Thunderbolt é equipado com uma metralhadora de 30 mm capaz de disparar 3,9 mil tiros por minuto.

Ele também se diferencia no desenho, por ter dois grandes turbojatos montados em cima da fuselagem.

Aviões de abastecimento

Um problema desses aviões menores é a relativamente baixa autonomia.

As mais recentes versões E/F Super Hornet derivadas do F/A-18, por exemplo, têm autonomia de apenas 720 quilômetros, carregando quatro bombas pesadas e dois mísseis para auto-defesa.

Por isso, os aviões-tanques são tão importantes.

Dois deles são o KC-10 Extender, derivado do DC-10, e o KC-135 Stratotanker.

Bombas inteligentes

Há dois tipos: as que podem ser manobradas externamente em direção ao alvo e as que se auto-dirigem para ele.

Alguns dos mísseis ar-terra são equipados com câmeras de vídeo ou dispositivos
óticos infra-vermelhos.

Eles permitem que a tripulação do avião tenha visão do alvo a partir do míssil e também que a sua direção seja controlada.

O novo JSOW pode ser disparado de um distância de 20 a 80 quilômetros e guiado com uso de sinais de um sistema eletrônico de posicionamento por satélite.

Mas em um ataque contra o Iraque, no começo deste ano, o sistema não funcionou como esperado e vários mísseis erraram o alvo por grandes distâncias.

Bombas também podem ser controladas a partir da superfície. Bombas guiadas a laser têm um dispositivo que a faz procurar o alvo marcado com laser.

As bombas convencionais, que são simplesmente jogadas em queda livre, ainda são muito usadas, mas sobretudo contra formações militares – não sobre alvos em áreas com muitas construções.

Bombas de fragmentação

São bombas jogadas de aviões que contêm outras bombas que são espalhadas na queda, cobrindo uma grande área.

Elas podem ser usadas contra pessoas ou tanques e podem ser incendiárias.

Algumas não explodem automaticamente quando chegam ao solo e funcionam como minas.

Grupos de defesa dos direitos humanos querem a proibição do uso dessas armas, argumentando que elas são uma ameaça indiscriminada e com efeitos que podem ultrapassar o período de combates.

Para militares, elas são um meio eficiente de manter tropas e veículos fora de uma área.

Urânio empobrecido

Uma série de bombas contém pedaços de urânio empobrecido – a substância que é subproduto natural do processo de enriquecimento do urânio para uso nuclear.

Ele é 1,7 vez mais denso do que o chumbo e tem grande poder de penetrar blindagem.

Mas a poeira resultante da penetração do urânio através da blindagem é radioativa e tóxica.

Veteranos das guerras do Golfo e de Kosovo dizem ter ficado doentes por causa da exposição ao urânio empobrecido.

Helicópteros e aviões de transporte

O transporte de tropas e de equipamentos pesado envolve um grande número de aeronaves.

O C-5 Galaxy é um dos maiores aviões do mundo.

O mais recentes avião de transporte dos Estados Unidos é o C-17 Globemaster – equipado com quatro turbinas e pode carregar 77 toneladas de carga.

E, apesar de seu tamanho, ele pode decolar e pousar em pistas rudimentares.


Black Hawk, helicóptero de serviço

O UH-60 Black Hawk é o principal helicóptero de serviço americano.

Ele é usado tanto para o transporte de tropas e equipamento quanto em operações de resgate.

Há uma versão especial com tanques de combustível removíveis, duas metralhadoras e sonda para reabastecimento no ar.

O HH-60G Pave hawk é um versão bastante modificada, que pode operar de dia ou de noite e em condições atmosféricas adversas.

O MH-53J Pave Low, maior, é o helicóptero mais sofisticado operado pela Força Aérea americana.

Ele tem um radar que lê o contorno da superfície e permite que ele voe a baixas altitude.


Apache, helicóptero de ataque

O Ah-64 Apache é o principal helicóptero de ataque – ele é equipado com metralhadoras, mísseis e foguetes.

A versão mais recente – Longbow – tem um sistema que detecta mais de 100 alvos em determinada região e deciude que deles é o mais perigoso.

O apaches tem dois tripulantes: o piloto, que vai sentado atrás, e o atirador, que vai na frente.

Toda a frota foi inspecionada no ano passado depois de um acidente ter sido provocado por um defeito no rotor da cauda.

Os marines usam um helicóptero leve de ataque, o Ah-1W Super Cobra.


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