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25 de fevereiro, 2002 - Publicado às 17h15 GMT
Juízes levam a juízo



Não sou um admirador do futebol britânico.

Simplificando: do futebol inglês.

Torço até contra a bola, parafraseando uma daquelas frases famosas do Nélson Rodrigues.

Deve ser uma espécie de fidelidade às cores de nossa seleção canarinho, ao alvi-negro Botafogo.

Talvez seja a única, ou última, fidelidade ao Brasil brasileiro.

De vez em quando, na falta de algo melhor, fico vendo um bate-bola desses – vamos chamar logo de "pelada" – na televisão.

Adoro quando sai um pau.

Outro dia mesmo quase que o mundo vem abaixo porque um torcedor (exaltado, claro, como todo bom torcedor) jogou uma moeda num jogador.

Multou-se, ameaçou-se, um escândalo total.

A polícia ainda procura identificar o malfeitor, a moeda continua guardada como prova até a coisa ir parar nos tribunais.

Tribunais.

Disso é que eu queria falar.

Os juízes estão ameaçando levar aos tribunais os jogadores que, em campo ao menos, os xingarem.

Processo por calúnia, injúria ou difamação.

Ou seja, "slander", em inglês.

Porque é dito, falado.

Fosse escrito, seria "libel".

De uma coisa sabemos: dá um dinheirão.

As celebridades, de maior ou menor tamanho, que andaram pegando fortunas com jornais sérios e, principalmente, tablóides, que o digam.

Acontece que a coisa, o processo, custa caro.

Virou uma espécie de loteria.

E como a violência nos campos britânicos não é só física como também verbal, daí é que os juízes passaram a encarar com seriedade a possibilidade de processo.

Agora, tem o seguinte: jogador xinga mesmo.

Perder a serenidade é com eles.

Quem teria de arcar com as despesas judiciais, que são muitas e altas, seriam os times de futebol.

E se há uma coisa que cartola detesta é perder dinheiro, o que é humano, muito humano.

Nesse ponto, cartola e jogador, humilde ou rico, estão na mesma.

Portanto, não é improvável a possibilidade de um juiz encontrar em seu contrato uma cláusula proibindo a ida a um tribunal superior, o que afastaria da profissão as "suas senhorias" em potencial.

Em pouco tempo, deixaria de haver aquilo que aqui chamam de futebol.

No que eu ficaria muito satisfeito.

E me lembrando da confidência feita, em entrevista para O Pasquim, pelo nosso velho e grande árbitro, Mário Vianna: o jogador que mais o irritava em campo era Zizinho.

Por quê?

Porque Mestre Ziza não dava chance de ser expulso: nunca reclamava, apenas sorria irônico.

Ironia não dá para se levar aos tribunais.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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