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01 de março, 2002 - Publicado às 15h58 GMT
Entenda a disputa entre hindus e muçulmanos na Índia
Mesquita de Ayodhya foi destruída há nove anos
Mesquita de Ayodhya foi destruída há nove anos

Cerca de 200 pessoas morreram na Índia nos últimos dias, vítimas dos conflitos entre muçulmanos e hindus.

Os recentes confrontos tiveram início na quarta-feira, 27 de fevereiro, quando um trem que transportava ativistas hindus foi incendiado em Gujarat, matando 58 pessoas.

O trem transportava membros do Vishwa Hindu Parishad (VHP), um grupo militante hindu. As vítimas voltavam de uma visita à cidade sagrada de Ayodhya, no norte da Índia.

O grupo hindu planeja construir um templo no local, mas a iniciativa causa indignação entre os muçulmanos porque radicais do VHP destruíram, há nove anos, uma mesquita do século 16 na cidade.

Para explicar alguns dos detalhes sobre a história do confronto entre hindus e muçulmanos na Índia, a BBC preparou um guia:

Por que Ayodhya é tão importante para os hindus?

Muitos acreditam que a cidade de Ayodhya, no Estado de Uttar Pradesh, é o lugar onde nasceu Lord Rama, uma das mais importantes divindades do hinduísmo. Ayodhya é mencionada em várias escrituras hindus e é um local sagrado para peregrinação há séculos.

Por que a disputa por Ayodhya é tão perigosa?

Militantes hindus demoliram, em 1992, a mesquita Babri - construída no século 16 - prometendo colocar um templo a Rama no local. Os ativistas justificaram a destruição afirmando que o lugar costumava ser um templo hindu até a construção da mesquita.

A demolição foi liderada por membros do Vishwa Hindu Parishad (VHP, ou Conselho Mundial Hindu), do partido Shiv Sena e do partido hindu nacionalista Bharatiya Janata Party (BJP) - que, na época, fazia parte da oposição ao governo indiano.

O episódio deu início a um dos piores confrontos religiosos e deixou um saldo de pelo menos 2 mil mortos nos conflitos entre hindus e a minoria muçulmana.

Por que Ayodhya é tão sensível politicamente?

Em 1996, o BJP - envolvido na destruição da mesquita Babri - conseguiu uma grande vitória nas eleições e surgiu como o maior partido da Índia.

Dois anos depois, o BJP formou um governo de coalizão e deixou o primeiro-ministro Atal Behari Vajpayee diante de uma delicada decisão.

Por um lado, Vajpayee precisava preencher os cargos de seu gabinete com membros de seu próprio partido (o BJP) e com aliados do VHP, que tentava impor uma agenda hindu radical.

Por outro lado, para permanecer no poder, o premiê indiano dependia do apoio de um grupo amplo de aliados em outras facções do governo - muitas delas interessadas em um acordo com os muçulmanos.

Nas últimas eleições legislativas em Uttar Pradesh, o BJP rejeitou qualquer envolvimento com a construção de um templo na região.

Vajpayee afirma que o assunto deve ser resolvido através do diálogo ou a partir do resultado de uma longa batalha judicial, que o premiê prometeu acelerar.

O VHP afirma que a construção de um templo é uma matéria de consciência e garantiu que vai ignorar qualquer decisão judicial contrária à iniciativa.

Por que o governo não busca uma solução negociada para o problema?

Após a promessa do VHP de seguir em frente com o projeto de construção do novo templo a partir de 15 de março, o primeiro-ministro admitiu que seus esforços para solucionar a disputa fracassaram.

Nos últimos dias, cerca de 15 mil ativistas hindus partiram em direção a Ayodhya para começar a construir a mesquita.

As autoridades mobilizaram milhares de pessoas para cuidar da segurança na região. O governo decretou estado de alerta no local e a tensão aumentou dramaticamente.

Vajpayee garante que o governo indiano não vai permitir qualquer construção na região e fez um apelo para que o VHP suspenda a iniciativa.
 
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