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13 de março, 2002 - Publicado às 13h45 GMT
Sob o império da lei



O jornal The Guardian publica, uma vez por semana, uma seção que eu não perco. Chama-se Notes and Queries, ou seja, Notas e Indagações.

Não é bem o que o nome indica. Não tem gente querendo saber se alguém quer se corresponder com uma pessoa assim e assada, coisa e tal.

Tem gente fazendo pergunta besta, claro. Viver não teria graça se não tivesse gente querendo saber bobagem.

Mas em geral dá debate, camarada discordando de camarada, clima alto e não baixo.

Só para vocês terem uma idéia, eis algumas das perguntas feitas na última edição: um quer saber por que as aranhas tecem teias de "design" diferentes dependendo se é dentro ou fora de casa.

A resposta é dada por leitor ou leitora. E quase sempre, na semana que vem, tem gente discordando violentamente. Mas violentamente mesmo.

No final da página, que sai no segundo caderno, em forma de tablóide, cinco ou seis perguntas para atiçar leitores supostamente eruditos.

Lá estão, desta vez: "Há diferença entre memória genética e reencarnação?", "Quanto tempo uma ostra consegue viver fora d´água?" Sem dúvida, não perderei a próxima edição.

Mas olhem só o que eu achei na edição desta semana, assim como quem não quer nada: um leitor querendo saber se, no caso de Tony Blair aliar-se aos americanos num possível ataque ao Iraque, haveria alguma lei internacional na qual ele pudesse ser enquadrado.

Uma pergunta das mais sérias, graves mesmo, digna de reportagens, artigos e editoriais. Quem responde, em poucas linhas, é o leitor Feargal McKay, de Dublim, na Irlanda.

Segundo ele, o melhor guia para o assunto é Noam Chomsky. Durante a administração Reagan, a Nicarágua levou os Estados Unidos à Corte Mundial, que deu ganho de causa à Nicarágua, condenando inclusive o uso indevido de força pelos americanos.

Os Estados Unidos não deram importância ao veredicto e anunciaram, além do mais, que não aceitariam qualquer jurisdição da corte.

A Nicarágua, então, levou o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que contemplou a possibilidade de conclamar todos os países a observarem os preceitos do direito internacional.

Os Estados Unidos vetaram a resolução. A Nicarágua dirigiu-se então à Assembléia Geral da ONU. Só os Estados Unidos, Israel e El Salvador se opuseram à resolução.

No ano seguinte, mais uma vez a Nicarágua tentou a Assembléia Geral. Mais uma vez, Estados Unidos e Israel votaram contra.

Portanto: durma-se com um barulho desses, digo eu. E fico aguardando o nascimento de mais uma polêmica - esclarecida - na excelente seção do jornal. Mais não posso, parece que ninguém pode, fazer.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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