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15 de maio, 2002 - Publicado às 11h43 GMT
A experiência do real



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Terça-feira, dia 14, o canal 2 da BBC começou a transmissão daquilo que, para um distraído, poderia ser mais um "reality show", que é como o gênero passou a ser designado no Brasil, se não me engano.

O nome da série é simples: "Experimento". No formato as coisas complicam um pouco. Ou muito. Tudo começou em 1971, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, quando um professor deu início a uma experiência de psicologia social que acabou por se tornar em um clássico do gênero.

Durante duas semanas, um grupo de pessoas de diversas origens sociais foi dividido em "prisioneiros" e "guardas". Em poucos dias, as guardas passaram a exibir sinais de tamanha tirania e sadismo que o experimento teve de ser interrompido e nunca mais repetido.

Até que a BBC2 pegou o pião maldito na unha. Agora, senta-se na poltrona diante do aparelho de televisão e espera-se o pior da humanidade. Ou melhor, se houver.

A série foi dividida em quatro partes, quatro programas de uma hora. Catorze homens de diversas origens sociais - de um pedreiro a um técnico em informática - dividiram-se em "prisioneiros" e "guardas".

Dois psicólogos observaram as ações através do uso de câmeras escondidas (embora, claro, os "prisioneiros" saibam de sua existência) e um grupo de 7 pessoas neutras detiveram o poder de interromper o experimento a qualquer momento, dependendo do que achassem.

Logo no primeiro programa a primeira curiosidade: uma maioria de nove pessoas preferiu ser "prisioneiro" a "guarda". No mesmo programa, um dos grupos passou a tomar comando psicológico da situação. Quem? Os "prisioneiros". Como? Por puro desafio, por necessidade de exercer o poder, tomar controle da situação.

A série de quatro programas prosseguiu na quarta-feira, dia 15 de maio. Eu estarei firme diante da tela exercendo, com meu controle remoto, minha sede de poder. Enquanto do lado, num caderninho, anoto: impressionante como os ingleses têm a capacidade de ignorarem uma câmera de televisão.

São, juntamente com os portugueses, um dos povos mais à vontade no mundo - do mundo.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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