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05 de junho, 2002 - Publicado às 09h45 GMT
O mistério Rivaldo



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Eu devo ser o torcedor mais cheio de pudores do mundo. O equivalente, em termos de futebol, à velhinha que ainda agora, em pleno século XXI, reclama de mulher pelada em telenovela, chamando de indecência.

Mesmo torcendo pelo Botafogo (e, cá entre nós, eu sempre torci mais pelo meu time de futebol do que por seleção), eu já dava sinais da pudicícia.

Sempre fui o contrário da receita preconizada por Ary Barroso: aquela que dizia que gostoso era ganhar do adversário, de preferência o Vasco, com gol roubado, de pênalti, no último minuto de jogo. Não, não. A minha arrogância exigia limpeza e clareza. No jogo, no placar.

Desde 1970 que, chega um momento, eu vou e paro de torcer pelo Brasil. O que é e não é verdade. Talvez Freud explique. Capaz de ser uma espécie de macumba, assim como torcer contra porque funciona, regula, dá certo, dá - serei brutalmente franco - dá sorte.

De qualquer maneira, isso em geral acontecia lá pelo terceiro jogo, ou no primeiro depois da classificação para as oitavas-de-final. Neste ano, veio mais cedo. Para ser preciso, na hora dos descontos do jogo.

Qual o lance? Ora, preciso mesmo dizer? O escanteio que Rivaldo ia cobrar e que o turco Hakan Unsal foi e chutou a bola em cima de nosso (e do Barcelona) jogador.

Não vou recapitular o que o mundo inteiro viu e que já valeu uma multa de uns R$ 19 mil para o Rivaldo. Por simulação. O que é muito bonito. Soa até feito prêmio artístico: "Quentin Crowe ganhou o Oscar por sua simulação em tal filme".

De qualquer maneira, Rivaldo jogará contra a China, a torcida pode respirar aliviada. Infelizmente, não poderemos contar de novo com os esforços do juiz coreano Young Joo Kim, na formação 3-5-2-1: três zagueiros, cinco armadores, dois atacantes e um juiz.

O que eu não entendo, o que me põe à beira de torcer contra, é a posição do Rivaldo. Ele disse que "não se pode fazer isso" e que o Unsal "mereceu ser expulso".

Também não negou que a expulsão era o objetivo da simulação. Faço a pergunta que 13 mil e 723 jornalistas brasileiros presentes às festividades não fizeram: por que o Rivaldo queria a expulsão do turco?

Essa ninguém me explicou.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Clique aqui para ler o especial sobre a Copa do Mundo
 
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