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17 de junho, 2002 - Publicado às 10h48 GMT
Ronaldinho Nigeriano



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Nesta quarta-feira, no estádio de Nagai, em Osaka, para cada 50 torcedores ingleses, berrando pela seleção dos três leões e a bandeira de São Jorge, havia um nigeriano oscilando entre o chateado e o eufórico.

Chateado porque, antes mesmo do jogo começado, ele já sabia que as Super Águias, como são carinhosamente conhecidos os jogadores da equipe nigeriana, iriam voltar para casa eliminadas da Copa. E eufórico por que então?

Eufórico pela simples razão de estar ali presente acompanhando de perto – ou não muito longe – David Beckham e suas cobranças de faltas ou as loucas disparadas pelo meio-de-campo (em direção ao gol oposto ao seu, é lógico) do Jay-Jay Okocha, o melhor jogador da seleção nigeriana em seus dois primeiros confrontos, contra a Suécia e a Argentina, embora as duas partidas tenham resultado em derrota.

Chamemos a esse não muito hipotético torcedor nigeriano de Ronaldinho Nigeriano. Não que o nome seja popular na Nigéria, mas é um nome simpático, convenhamos.

Ora, muito bem. Acontece que nosso amigo, o Ronaldinho Nigeriano, gastou boa parte de suas economias investindo na remota possibilidade das Super Águias não só se classificarem para as oitavas-de-final, como - quem sabe? – chegar mesmo a erguer o "cobiçado troféu". Já se disse algum dia, garantem-me, que "Deus é nigeriano".

Ronaldinho Nigeriano gastou então, na agência de viagens de sua cidade natal, perto de R$ 20 mil só pelas duas primeiras semanas de estada mais as entradas para os três primeiros jogos.

Deu zebra. Os torcedores, que são oficiais aliás, foram passados para trás pela tal agência. Resultado: todos os 150 nigerianos presentes ao jogo contra a Inglaterra, que acabou empatado, perderam as duas primeiras partidas de sua seleção, como esta também as perdeu.

Quer dizer, Ronaldinho Nigeriano ganhou o privilégio de não ver seu time perder. Ele e seus 149 compatriotas tiveram - culpa do raio da agência de novo – problemas com o visto e ficaram retidos em Lagos, capital de seu país que, suponho, eles estão cansados de conhecer.

Daí a confusão de emoções de 150 nigerianos no Japão antes mesmo do 0 a 0 de quarta-feira. Quem sabe? Vai ver foi bom.

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Clique aqui para ler o especial sobre a Copa do Mundo
 
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