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30 de setembro, 2002 - Publicado às 11h31 GMT
Adultério parlamentar



 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa

Sábado de manhã, aqui no Reino Unido, na hora do café, se a pessoa prestasse bastante atenção poderia ouvir um estranho rumor atravessando o país inteiro.

Não, não eram as folhas de outono caindo todas juntas de uma vez só.

Não, não eram comemorações antecipadas pela vitória na Copa Ryder de golfe.

Eram os leitores do The Times às gargalhadas.

Com o quê?

Uma charge política sensacional? Mais ou menos.

Tratava-se de uma “chamada” para a publicação, a ter início nesta segunda-feira, das memórias da ex-ministra do Partido Conservador, Edwina Currie.

Edwina, como era e é chamada - com a natural intimidade que se dá aos políticos -, foi, até o seu partido cair do poder, uma das parlamentares mais controversas do país.

Para abusar de uma abusada expressão nossa: não tinha papas na língua.

Mais: era espevitada, atrevida, chave de cadeia.

Até aí, tudo bem, nenhuma novidade.

Só que ela foi amante do primeiro-ministro, hoje lorde, John Major, durante 4 anos, de l984 a l988, quando nenhum dos dois fazia parte do gabinete de Margaret Thatcher, que fique bem claro.

Assim que Major começou sua ascensão rumo ao poder, o caso acabou.

Tudo isso contado por Edwina Currie em seus diários.

Ora, John Major sempre teve a fama de homem sem graça e sem sal, um daqueles que, por aqui, chamam de “homem cinza”, desses que enfiam a camisa dentro das cuecas, observou um cartunista que, assim, e mais longe (com a cueca em cima das calças), passou a retratá-lo.

Nada mais díspar do que Major e Currie.

Foi um espanto geral. E continua a ser.

Major, fora do país, correu a confirmar o adultério, dizendo que sua mulher já o perdoara há muito tempo e que ele se envergonhava do fato.

Edwina se declarou ligeiramente indignada com a vergonha ex-primeiro-ministerial.

O sr. Currie nada disse e creio que nada lhe foi perguntado.

Uma coisinha a mais: duas revistas foram processadas por Major, no início dos anos 90, por terem declarado que ele fora amante da banqueteira oficial de Downing Street.

Major teve ganho de causa e recebeu uma modesta indenização por injúria, calúnia e difamação.

As revistas, agora, querem seu rico dinheirinho de volta.

Dizem que não erraram de adultério, apenas de adúltera.

Edwina ainda não comentou. Mas seguramente vai. Afinal, para que servem os diários particulares?

 Clique aqui para ouvir esta coluna do Ivan Lessa
 
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