Começa missão de resgate de ex-deputado na Colômbia

Helicóptero brasileiro na Colômbia

Helicópteros brasileiros estão sendo usados nas missões

A missão humanitária que deverá resgatar o ex-deputado colombiano Sigifredo López partiu na manhã desta quinta-feira. López foi sequestrado em 2002 pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O helicóptero brasileiro, cedido à operação, deixou o aeroporto de Cali, capital do departamento (Estado) de Valle del Cauca, às 8h40 (11h40 de Brasília) levando a bordo a senadora Piedad Córdoba, principal mediadora com a guerrilha, dois integrantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e cinco militares do Brasil.

López é o último do grupo de seis reféns que as Farc prometeram libertar em dezembro após a mediação do movimento Colombianos pela Paz.

O ex-governador do Estado de Meta, Alan Jara, foi solto na terça-feira. No domingo, quando teve início a operação de resgate, quatro oficiais colombianos também foram libertados.

Estima-se que a missão humanitária, que saiu em direção a um lugar não identificado do sudoeste da selva colombiana, regresse com o ex-parlamentar apenas no final da tarde desta quinta-feira.

Desde 2002

Sigifredo López, de 45 anos, foi sequestrado em 2002 junto a outros 11 parlamentares em uma operação em que as Farc se fizeram passar por policiais. López é o único sobrevivente do grupo. Os demais foram mortos em 2007, durante um enfrentamento entre "um grupo armado não identificado" e a guerrilha.

senadora Piedad Córdoba

A senadora Piedad Córdoba também embarcou para a missão de resgate

Na ocasião, as Farc emitiram um comunicado afirmando que os deputados haviam sido atingidos durante o tiroteio entre os dois grupos. De acordo com as Farc, López teria sobrevivido porque não estaria junto aos demais parlamentares durante o confronto.

O governo colombiano, no entanto, responsabiliza as Farc pelos assassinatos.

Com sua libertação, espera-se que López possa esclarecer as condições em que seus companheiros foram mortos.

López é o ultimo político do grupo de reféns que as Farc consideravam passíveis de troca por guerrilheiros presos em um possível acordo humanitário com o governo, cujo diálogo não tem avançado.

Com a libertação do ex-parlamentar, ainda restam 22 oficiais - entre soldados e policiais - no grupo de "prisioneiros políticos" da guerrilha.

Resgate militar

A senadora Córdoba afirmou que enviará uma mensagem a um dos chefes do comando central da guerrilha pedindo a libertação de todos os sequestrados.

Na terça-feira, o ex-governador Alan Jara acusou o presidente Álvaro Uribe de "não fazer nada para libertar os reféns".

Em resposta, Uribe advertiu que não se deixará "enganar" e reiterou sua política de resgate militar, estratégia combatida pelos familiares dos reféns, já que esse tipo de operação colocaria em risco a vida dos sequestrados.

"Nossa responsabilidade política é a de não deixar este país ser enganado pelas Farc", disse Uribe.

Segundo analistas, com as libertações unilaterais, as Farc pretendem abrir novos espaços de diálogo político em meio a um processo de enfraquecimento militar do grupo.

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