Obama sanciona plano de estímulo de US$ 787 bilhões

Barack Obama
Image caption Obama disse que pacote lança bases para mudanças "duradouras"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou nesta terça-feira o plano de US$ 787 bilhões para estimular a economia americana, duramente afetada pela crise financeira global.

O plano havia sido aprovado pelo Congresso no último fim de semana, depois de dias de negociações com a oposição republicana.

Em um discurso antes da assinatura do projeto de lei, Obama disse que o pacote lança as bases para "verdadeiras e duradouras mudanças para as gerações que virão".

"O dia de hoje marca o começo do fim - o começo do que nós precisamos para criar empregos para os americanos", afirmou. "O começo do que nós precisamos fazer para dar alívio a famílias que temem que não serão capazes de pagar as contas do mês que vem."

Buy American

Obama havia afirmado que o pacote deve criar ou manter cerca de 3, 5 milhões de empregos nos Estados Unidos.

A maior parte dos US$ 787 bilhões (64%) vai para gastos sociais, e o restante será usado para custear cortes de impostos.

Cerca de US$ 240 bilhões devem ser destinados para benefícios fiscais para pessoas e empresas. A saúde deve receber US$ 140 bilhões, a educação, US$ 100 bilhões, e cerca de US$ 48 bilhões devem ser destinados para projetos de transporte.

O plano também inclui a polêmica cláusula Buy American ("compre produtos americanos", em tradução livre), que recebeu críticas por ser considerada protecionista.

A cláusula em questão estipula que somente aço, minério de ferro e manufaturados produzidos nos Estados Unidos poderão ser utilizados em projetos contemplados pelo pacote.

Na segunda-feira, o chanceler Celso Amorim disse que o Brasil pode recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) para apelar contra a cláusula.

Leia mais na BBC Brasil sobre a declaração de Amorim

No fim de semana, Obama disse que o pacote é apenas o início de um processo para mudar a economia do país.

"Este passo histórico não finaliza o que devemos fazer para mudar nossa economia, mas apenas inicia", disse.

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