Mais emergentes devem recorrer ao FMI, diz diretor do Fundo

Strauss-Kahn
Image caption Strauss-Kahn disse à BBC que mais países procurarão FMI

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse nesta quinta-feira que mais países devem pedir ajuda financeira ao fundo nas "próximas semanas e meses", na medida em que a crise econômica global se agrava.

Em entrevista à BBC, Strauss-Kahn disse que o FMI não sabe exatamente quais países podem vir a pedir ajuda, mas ressaltou que alguns países emergentes estão particularmente mais expostos à crise.

"Existe a possibilidade de que nas próximas semanas ou meses um ou dois países - talvez mais do que isso - venham a precisar de algum apoio, especialmente países emergentes", disse.

"Muitos países emergentes têm vivido graças a grandes fluxos de capitais oriundos do exterior, o que é normal para esses países. O problema é que com a crise e a repatriação de capital pela maioria de bancos ocidentais e por investidores privados, os recursos estão secando e os países emergentes precisam de ajuda."

Quando perguntado sobre quais países devem buscar ajuda do Fundo, Strauss-Kahn respondeu: "Essa é a questão que nós estamos discutindo agora com eles, e eu vou te contar assim que eu souber."

No ano passado, a Islândia, a Hungria e a Ucrânia recorreram à ajuda do FMI.

O diretor do Fundo descartou completamente a possibilidade de a Grã-Bretanha - um dos países industrializados mais afetados pela crise - recorrer ao FMI.

Strauss-Kahn disse que o Fundo atualmente tem dinheiro o suficiente para lidar com a demanda por recursos de países, mas que mais recursos serão necessários quando uma "segunda onda" de países começarem a precisar de ajuda financeira.

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