Aumento de atividade em vulcão obriga a evacuação de mais de uma centena no Chile

O vulcão Chaitén, no Chile (AFP, 19/2)
Image caption O vulcão Chaitén expeliu cinzas nesta quinta-feira

O aumento das atividades no vulcão Chaitén, que fica na cidade de mesmo nome, no Chile, obrigou a evacuação de mais de uma centena de pessoas da região nesta quinta-feira, informaram à BBC Brasil assessores do Escritório Nacional de Emergências (Onemi, na sigla em espanhol) do Ministério do Interior do Chile.

Nesta quinta-feira, foram ouvidas explosões subterrâneas no vulcão e uma grande quantidade de gás e cinzas foram expelidas, informou a Onemi.

Segundo o governo, 160 pessoas foram retiradas da região, embora pelo menos 30 ainda resistam em sair de suas casas.

O temor de que a situação se agrave fez com que o ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, determinasse a retirada do local de todo o pessoal do governo, incluindo soldados do Exército.

Os militares haviam sido deslocados para a região do vulcão para auxiliar na retirada dos moradores.

"É perigoso permanecer no local. Eu não vou colocar nosso pessoal em risco. É uma irresponsabilidade (dos moradores) continuar nesse lugar", disse Yoma.

"Fratura"

Após um voo de reconhecimento, os técnicos da Onemi informaram que o vulcão está com uma "fratura de cerca de um quilômetro na parte superior e apresenta sinais de colapso".

Autoridades avaliam agora se a cidade chilena de Futaleufú, que tem 2.500 moradores e está a 160 km de Chaitén, também deve ser evacuada, já que as cinzas expelidas também atingiram o local.

Na cidade de Esquel, na Patagônia argentina, as autoridades também estão em alerta para o caso de as cinzas expelidas serem levadas até a localidade pelo vento, como ocorreu em maio do ano passado.

"Nova Chaitén"

O vulcão Chaitén entrou em erupção em maio do ano passado, provocando a suspensão de diversas atividades e expelindo cinzas que chegaram a atingir a região da Patagônia argentina.

Veja também na BBC Brasil: Chile evacua área afetada por erupção de vulcão; assista

Desde então, o governo da presidente Michelle Bachelet, baseado em estudos de geológicos, impôs um "alerta vermelho" na região.

Na ocasião, cerca de 4 mil moradores tiveram que deixar suas casas.

Muitos deles não puderam voltar à localidade e atualmente vivem espalhados por diversas cidades do país.

O governo estuda um novo local onde possam se instalar, em um projeto que tem sido chamado de "a nova cidade de Chaitén".

Antes da erupção, a região de Chaitén era conhecida como um destino turístico, com locais para camping e um parque.