EUA e Grã-Bretanha fecham acordo para libertar preso de Guantánamo

Binyam Mohamed
Image caption Binyam Mohamed está detido em Guantánamo desde setembro de 2004.

O Governo britânico anunciou nesta sexta-feira que chegou a um acordo com os Estados Unidos para libertar e transferir para a Grã-Bretanha de um morador do país mantido na prisão de Guantánamo.

De acordo com o Ministério do Exterior britânico, o detento Binyam Mohamed, de 30 anos, será libertado do centro de detenção americano em Cuba "assim que providências práticas puderem ser tomadas".

Mohamed, que está preso em Guantánamo desde setembro de 2004, nasceu na Etiópia e foi preso no Paquistão.

Ele afirma que foi torturado para fazer uma confissão falsa de terrorismo.

Greve de fome

No início deste ano, Mohamed fez uma greve de fome de mais de um mês de duração e, segundo sua equipe de defesa, ficou "próximo de morrer de fome".

Mohamed foi declarado saudável o suficiente para viajar de volta à Grã-Bretanha no último fim de semana por uma equipe de autoridades que o visitou.

Ele pode ser o primeiro detento de Guantánamo a ser transferido para outro país sob a administração do presidente Barack Obama, que prometeu fechar a prisão no futuro.

Leia mais na BBC Brasil: Obama assina decreto para fechar prisão de Guantánamo

Informações obtidas pela BBC indicam que o governo britânico não deve insistir para que os Estados Unidos libertem outro residente da Grã-Bretanha ainda mantido em Guantánamo, Shaker Aamer, nascido na Arábia Saudita.

O governo americano anteriormente rejeitou pedidos de libertação de Shaker Aamer, e um porta-voz do Ministério do Exterior britânico diz que a Grã-Bretanha "não está mais em discussões ativas" sobre sua libertação.

Notícias relacionadas